sexta-feira, 27 de maio de 2016

Angry Birds: O Filme

Surpreendente, Angry Birds: O Filme (The Angry Birds Movie, 2016), é um filme super divertido.

  O jogo para portáteis Angry Birds foi desenvolvido pela empresa Rovio Entertainment, no final de 2009, sendo lançado pela primeira vez para o sistema iOS, da Apple e, logo após, para outros sistemas portáteis, como Android e Windows Phone. Desde seu lançamento, o jogo já teve onze continuações (entre elas parcerias com grande filmes de sucesso, como Star Wars, Transformers e Rio) e uma sequência direta (Angry Birds 2, lançado em 2015), além de três spin-offs. A série de jogos também deu vida a uma série de vídeos lançados pelo Youtube da produtora e duas séries de TV.
  Porém, o produto mais arriscado de todo o licenciamento da marca seria um longa metragem, produzido pela própria Rovio e pela Sony Pictures: Angry Birds: O Filme, que já nasceu com uma baixa expectativa por parte do público e da própria crítica. Porém, apesar de não ser uma obra prima da animação nos cinemas, o filme acaba se revelando ser muito divertido, no sentido mais puro da palavra.
  Como é uma animação, acho que seria bom começar essa análise pela imagem da película, que não possui nenhuma (nenhuma mesmo) falha, com uma animação em 3D que beira à mais complexa perfeição. Quanto ao som, não posso exaltá-lo a esse tamanho. Talvez, o que consiga salvá-lo seja a trilha sonora, composta por diversas músicas pop (algo que já não é novo, principalmente nas animações, mas que é muito bem utilizado nesta), que é boa, apesar de possuir momentos incidentais (compostos pelo brasileiro Heitor Pereira) que não conseguem se encaixar muito com as emoções das cenas. Quanto à mixagem, o que vou relatar pode ser um problema da dublagem brasileira, porém, em diversas partes da trama, o som é extremamente confuso, com várias cenas em que as falas proferidas pelas personagens são impossíveis de entender.
  Já que falei da dublagem, acho que é um bom momento para focar nesse aspecto. Mas antes, acho bom falar sobre a direção, dividida entre os novatos da direção Clay Kaytis e Fergai Reily, ambos experientes em trabalhos no departamento de arte de diversos filmes. Pensando no fato de que os dois diretores são de primeira viagem, a qualidade da direção chega a surpreender, principalmente ao observar as cenas de ação e aventura, que possuem um ritmo excepcional (que não é muito refletido na trama como um todo).
  Quanto à dublagem, poderei falar somente da dublagem brasileira, composta por figuras como Marcelo Adnet (Os Penetras, 2012), Dani Calabresa (A Esperança é a Última que Morre, 2015) e Fábio Porchat (Entre Abelhas, 2015), a dublagem é consistente, principalmente na figura de Porchat, que fora escalado para o papel perfeito. Mas tudo vai por água abaixo com algumas dublagens forçadas e as famigeradas dublagens de webcelebridades que nem vou comentar aqui.
  Mas vamos para a história, e focaremos no roteiro de Jon Vitti (veterano das animações, que já havia escrito o roteiro de Os Simpsons: O Filme, de 2007), que conta a história de Red (dublado no Brasil por Adnet), um pássaro raivoso (aí está o nome do filme), que conhece, em um curso de controle da raiva, Chuck (dublado por Porchat), um pássaro extremamente elétrico, e Bomba (dublado por Mauro Ramos), um pássaro que (literalmente) explode quando se irrita. Juntos, eles precisam revidar uma invasão de porcos comandados por Leonard (dublado pelo conhecido Guilherme Briggs) à sua terra natal.
  O roteiro, como um todo, é bem construído, conseguindo fazer alguns paralelos com a colonização das Américas (não sei se esse foi o objetivo, porém pensei muito nesse aspecto enquanto assistia à película), mas algumas piadas realmente não funcionam (apesar de existirem algumas realmente engraçadas, principalmente as que fazem referência aos jogos ou à cultura pop em si) e há soluções que são meio "jogadas" na tela, aspectos que acabam enfraquecendo bastante o roteiro.
  Por fim, acho bom dizer que o filme é divertido ao extremo, apesar de não ser inovador em nenhum ponto. As relações entre a película e o jogo são quase geniais, e fazem o ingresso valer a pena para quem já conhece há tempos a franquia. Pessoalmente, acho que Angry Birds: O Filme é uma das melhores animações do ano.

NOTAS:
IMAGEM: 0,5
SOM: 0,3
DIREÇÃO: 0,8
HISTÓRIA: 1,5
CONDUÇÃO: 0,3
INOVAÇÃO: 0,0

NOTA GERAL: 3,3

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