sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Cães de Aluguel

  Pense: o início da década de 1990. O cinema, talvez por causa dos grandes sucessos da década anterior, ainda estava "preso" à formula destes. Apesar de algumas mudanças vindas com o lançamento de Os Bons Companheiros (Goodfellas, Martin Scorcese) em 1990, a verdadeira mudança no cinema da década adveio somente quando um novo diretor, ainda desconhecido, lançou seu primeiro filme.
  Após vender os roteiros de Amor a Queima Roupa (True Romance, 1993) ao diretor Tony Scott e Assassinos por Natureza (Natural Born Killers, 1994) ao diretor Oliver Stone, o até então roteirista Quentin Tarantino lançou seu primeiro filme, Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992).

TRASHERA! A Prova de Morte

  Quatro mulheres. Um maníaco. Um carro. Esses são os três principais elementos do filme A Prova de Morte (Death Proof, 2007), de Quentin Tarantino. Lançado em conjunto com Planeta Terror (Planet Terror), de Roberto Rodriguez, no projeto Grindhouse (um projeto de Rodriguez em parceria com Tarantino, sendo praticamente um tributo aos filmes trash).

Kill Bill

  Já é de conhecimento mundial que o cinema asiático sempre foi desvalorizado pelo ocidente, assim como toda a cultura do continente. Eis que, em meados da década de 1960, nasce um menino em uma pequena cidade no Tennessee, com o nome de Quentin Jerome Tarantino. Logo, essa criança se torna um dos maiores cinéfilos do mundo, descobrindo, em um mar de filmes, as obras asiáticas, entre elas, as películas de artes marciais.
  Acontece que esse menino, também fã do cinema europeu e americano, cresceu, aprendeu a dirigir e escrever roteiros, e decidiu homenagear essas obras em um filme, que misturasse tanto o cinema europeu, quanto o asiático. Nasceria, da mente desse diretor, Kill Bill.


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Não Pare Na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho




"Não Pare na Pista" (2014), um filme pretensioso sobre um autor mais pretensioso ainda

 Paulo Coelho: o único autor vivo mais traduzido que Shakespeare. Esse fato, afirmado no final de Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho (2014), nada implica com o que é mostrado em tela durante as (horríveis) quase duas horas do filme.
  Pretensiosa ao extremo, a obra de Daniel Augusto falha em diversas partes, tornando uma obra que poderia ser até razoável em uma bomba cinematográfica. Se, enquanto o autor citado no subtítulo da película (apesar de seus méritos literários um tanto quanto duvidosos) é conhecido no mundo todo, esse filme desonra o mundo.


domingo, 23 de novembro de 2014

Se eu Ficar

"Se eu ficar" se revela ser um filme altamente surpreendente, com um final broxante. 


  Um romance adolescente trágico. A simples dicção dessas palavras nos leva a pensar em algumas ideias: clichês, narrativa fraca e mal trabalhada, atores fracos, etc. Porém, em um mar de vários filmes representativos dessas falhas, como "A Culpa é das Estrelas" (Josh Boone, 2014), surge a obra "Se Eu Ficar" (If I Stay, 2014). O filme, graças à direção de R.J. Cutler, se torna surpreendente, um pouco fora dos padrões.
  Confesso ao leitor que fui ao cinema sem grandes expectativas., ainda mais depois de assistir a bomba cinematográfica de Boone já previamente citada. Porém, seria hipocrisia da minha parte não reconhecer que o filme possui ótimos méritos, que me fizeram sair do cinema ao menos "realizado".

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Labirinto de Clichês

"Maze Runner - Correr ou Morrer" (2014) falha ao apresentar clichês confusos em uma trama mais clichê ainda.

  Imagine a seguinte situação: um grupo de pessoas presas em um local perigoso e misterioso, sem saber como foram parar lá. De um dia para o outro, surge um novo integrante ao grupo, que logo percebemos ser diferente dos demais, e que salvará seus novos companheiros.
 Esta é uma das bases de roteiro mais recorrentes no cinema hollywoodiano dos últimos tempos (desde o lançamento de Matrix, em 1999), e que vem cada vez mais alcançando espaço nas mentes dos roteiristas. “Maze Runner – Correr ou Morrer” (The Maze Runner), adaptado do livro homônimo de James Dashner, é mais um desses filmes “linha de produção”, cheio de clichês gigantes.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

SÉRIE: The Office (Temporadas 1~6)

Qualquer resenha de uma linha das seis primeiras temporadas de “The Office” (2004-2010) seria um desrespeito com a própria série.


 Ao decidir fazer uma análise da série “The Office” (2004-2013), pensei e terminei por aceitar a ideia de dividir a análise em quatro. Esta é a primeira parte, que abrange aspectos da primeira temporada até a sexta, período que demonstra os principais desenvolvimentos (tanto de personagens quanto do enredo, “cativando” o espectador e o atraindo para o mundo próprio da série) da “era Michael Scott”, antes da última temporada em que a personagem interpretada por Steve Carell possui sua participação como parte do elenco fixo de personagens.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

TRAHERA! - Um drink no inferno

UM DRINK NO INFERNO!!!! O MELHOR FILME DE ROBERT RODRIGUEZ!!! LEIA AQUI O PORQUÊ!!

   Dois irmãos, Seth e Richard, roubam um banco a mando de um contraventor mexicano e fogem para o país do contratante. No caminho, acabam sequestrando um pastor e sua família, para que estes possam ajudar na missão. Após um plano feito pelos irmãos, todos conseguem passar pela fronteira mexicana e seguem para um bar, onde o contratante dos irmãos espera para pegar o dinheiro roubado pelos mesmos anteriormente.
   Esse roteiro tem todas as caraterísticas para um filme policial, porém "Um Drink no Inferno" (1996), de Robert Rodriguez possui uma característica a mais, que faz do diretor um dos maiores cineastas trash de todos os tempos.

Ela

Em “Ela”, Spike Jonze cria uma comédia romântica perfeita em técnica, com elementos narrativos incomuns ao gênero.

   Em meio a um mar de comédias românticas altamente melosas e repetitivas, o desinteresse ao gênero ocorre de maneira rápida e dolorosa, principalmente quando somos apresentados aos enredos fracos, às personagens mal desenvolvidas (com desenvolvimento praticamente nulo, na realidade). Em uma primeira instância, pensei que “Ela” (2013), dirigido e produzido por Spike Jonze, teria todas as características essenciais para cair na mesmice dos filmes de mesmo gênero. Essa impressão foi contraída a partir do trailer, que assisti enquanto esperava para entrar na seção das dez da noite do filme “300 – A Ascenção do Império” (2014), dirigido por Noam Murro. Porém, para minha agradável surpresa, a obra de Jonze é, para os padrões de uma comédia romântica, fantástica.

domingo, 29 de junho de 2014

Ladrão de Alcova

“Ladrão de Alcova” (1932) cumpre seu objetivo e ainda faz mais, sendo pioneiro do gênero “comédia screwball”.

   Confesso ao leitor que, desde o (péssimo) filme “Ama-me essa Noite” (também de 1932), de Rouben Mamoulian, adquiri um certo preconceito contra as comédias hollywoodianas da década de 1930. Sabendo disso, posso afirmar que minhas expectativas para “Ladrão de Alcova”, do diretor Ernst Lubitsch, eram extremamente baixas, na realidade, quase nulas.
   Porém, esse preconceito foi praticamente destruído assim que vi os dizeres “The End” sobrepostos ao símbolo da Paramount Pictures saltarem na tela. O filme, sendo uma comédia, não chega à sombra de clássicos como “A Vida de Brian” (1979), dirigido por Terry Jones, do grupo de comédia inglês “Monty Python”, porém, é bastante superior à já citada obra de Mamoulian.