sábado, 27 de fevereiro de 2016

Steve Jobs

Steve Jobs (2015) define desde o início que não se trata de uma biografia fiel, mas sim de uma versão original da vida do fundador da Apple.

  Steven Paul Jobs nasceu na Califórnia, em 1995. Fundou empresas como a Apple Inc., a Pixar Animation Studios e a NeXT Computers, além de ter sido acionista individual máximo da The Walt Disney Company. Se tornou uma figura polêmica por, apesar de ter inventado vários conceitos utilizados até hoje, ter sido uma das pessoas mais difíceis de se conviver desde a criação do mundo, fazendo da vida de seus funcionários um inferno e acabando com diversas vidas. 
  Após sua morte por câncer em 5 de outubro de 2011, sua vida serviu de inspiração para várias obras, entre elas diversos livros (sendo o último Becoming Steve Jobs) e filmes, como Jobs, filme de 2013 dirigido por Joshua Michael Stern, que se mantém como a cinebiografia mais fiel do empresário. Porém, essa análise terá como foco uma obra totalmente original sobre sua vida, Steve Jobs, do diretor Danny Boyle.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Carol

Carol (2015) é um filme com um grande potencial, mas não passa de mais uma obra mediana.

  Estava falando com uma amiga minha esses dias sobre cinema, e chegamos ao assunto Oscar, o que nos levou a Carol. E eis que surge a frase: "Carol é um filme bonitinho". E realmente, é isso que a película nos entrega: algo fofo. E isso, sem mais nada. Com atuações medianas e uma direção totalmente sem inspiração, não há palavra que traduza a obra além de "nhé".
  E isso é realmente uma pena. Talvez nas mãos de outra pessoa mais capacitada na direção e com mais inspiração, o filme poderia ser uma das maiores obras primas do cinema atual, afinal é um tema com um potencial gigante.
  E o filme é tão mediano que nem sei o que vou falar nessa análise. As únicas coisa que me motivou a escrever o que vocês estão prestes a ler são as indicações ao Oscar de 2016 e os aspectos que correspondem à história da obra. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Ponte dos Espiões

Ponte dos Espiões (Bridge of Spies, 2015) mostra como Steven Spielberg renasce das cinzas em um filme honesto e muito mais imparcial que suas últimas películas.

  Realmente, fazia tempo que Spielberg não fazia um filme que merecesse uma indicação ao Oscar. Afinal, seus últimos filmes foram Lincoln, em 2012, Cavalo de Guerra As Aventuras de Tintim (que não chega a ser um filme ruim, porém não obteve muito sucesso ante as premiações), ambos de 2011 e a vergonha alheia Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, de 2008. Talvez seu último sucesso havia sido Guerra dos Mundos, no longínquo ano de 2005. Mas esse jejum finalmente se quebrou. E não são só os méritos do diretor de 70 anos que fazem de Ponte dos Espiões um filme que vale a pena ser assistido. Talvez sua participação seja a menos importante para a qualidade da obra, que deve seu sucesso muito mais ao roteiro do que à direção.

A Grande Aposta

A Grande Aposta (The Big Short, 2015) é uma das surpresas do Oscar 2016, uma comédia sobre um assunto extremamente pesado.

  A tradução do título de A Grande Aposta, apesar de necessária para o espectador brasileiro, faz com que haja a perda de uma dica sobre o próprio filme: no título original, vemos o contraste entre os termos "Big" (traduzido para "grande") e "Short" (que, no contexto, teria outro significado, porém o significante é equivalente à palavra inglesa para "pequeno"). Tal contraste é o que move a obra de Adam McKay (famoso diretor de comédias pastelão, como O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy, de 2004), trazendo um tema extremamente pesado (a crise que assolou os Estados Unidos entre os anos de 2007/2008/2009, que havia sido profetizada por alguns -vários- economistas) com uma abordagem cômica ao extremo (apesar de trazer alguns momentos dramáticos), e chegando ao ponto de criticar o próprio sistema capitalista norte-americano e as motivações dos protagonistas da trama, baseada em fatos.

Perdido em Marte

Perdido em Marte (The Martian, 2015) é um ótimo retorno de Ridley Scott às ficções científicas, no filme mais leve dos indicados ao Oscar 2016.

  Talvez a maioria das pessoas reclamem da indicação de Perdido em Marte ao Oscar de Melhor Filme no ano de 2016. Mas o filme não está lá por acaso, já que marca o retorno do diretor Ridley Scott aos bons filmes de ficção científica depois do fracasso de Prometheus, em 2012. 
  E não é só por isso. O novo filme do diretor de Alien, o Oitavo Passageiro é despretensioso, mas cumpre muito bem o papel de entreter o espectador, de uma maneira inclusive inovadora, e muito peculiar para um diretor de 78 anos, inclusive com uma ótima atuação (de forma também despretensiosa) de um ator que estava fora dos holofotes de Hollywood há um tempo. Traz ainda a comédia a um tema que se fosse abordado por outro diretor seria o plano de fundo de um filme muito mais sério e dramático (não li o livro que baseou a película, então não sei se esse tom cômico já estava presente na obra original).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O Regresso

O Regresso (The Revenant, 2015): um bom filme, uma história impactante, uma excelente atuação mas, no fim, só mais um Iñarritu.


  Um dos melhores atores da década. Um ótimo diretor que acabou deixando o sucesso subir à cabeça. Um urso que é real demais para ser computação gráfica. Esses e mais outros aspectos são a fórmula do sucesso de O Regresso. E realmente, o filme é muito bom, principalmente devido às suas atuações. Mas um problema atinge a película: o ego extremamente inflamado de Alejandro G. Iñarritu, diretor da obra. Apesar de realizar um bom trabalho, Iñarritu deixa a desejar em diversos pontos e acaba fazendo somente mais um filme que provavelmente será deixado de lado pelas próximas gerações.
  Indicado a 12 prêmios no Oscar 2016, o filme é um dos favoritos em diversas categorias. E talvez ganhe merecidamente em algumas (principalmente nas de Melhor Ator Principal e Melhor Fotografia), porém pode ser uma das maiores decepções de toda a premiação, visto que concorre com filmes mais competentes em diversas categorias.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Mad Max: Estrada da Fúria

Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road, 2015), um filme que superou todas as expectativas e nos fez pensar como George Miller não envelheceu.

  Em 1979, um diretor ainda desconhecido decidiu lançar um filme, que logo se tornaria um dos maiores cults da década de 80 (é fim da década de 70 mas enfim é quase lá). O filme em questão era Mad Max e o diretor, George Miller. Com isso, seguindo o sucesso do filme, viria uma continuação. E foi que assim surgiu Mad Max 2 - A Caçada Continua em 1981. Alterando várias coisas em relação ao filme anterior, a obra conseguiu ultrapassar sua prequel na opinião dos críticos, abrindo espaço para Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão em 1985, que caiu na opinião das críticas, encerrando por um tempo a franquia (o filme possuiu a direção dividida entre Miller e George Ogilvie).
  Porém, trinta anos após o lançamento do terceiro filme, a saga renasceu das cinzas, em um quarto filme, também dirigido por George Miller, Mad Max: Estrada da Fúria, obra que conseguiu atualizar a série de uma maneira excepcional.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Os Oito Odiados

Brilhante do início ao fim, Os Oito Odiados (The Hateful Eight, 2015) marca o brilhante retorno de Quentin Tarantino ao universo western.

Eram, até o fim de 2015, sete filmes: Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill, À Prova de Morte, Bastardos Inglórios, Django Livre. Uma filmografia perfeita, pertencente a um dos maiores cineastas de todo o mundo, Quentin Tarantino, principal divulgador do movimento pós-modernista no cinema
  E quando todos pensavam que não havia como superar seus sucessos anteriores, o diretor tirou de sua manga seu oitavo filme, retornando para o universo western e à sua consagrada fórmula, com um roteiro recheado de diálogos, uma apresentação não-linear dos fatos, humor negro, referência a outros filmes e principalmente a criação de personagens extremamente importante para o filme (que praticamente carregam o filme por si só). O nome dessa obra prima é Os Oito Odiados, o melhor filme tarantinesco desde o altamente celebrado Pulp Fiction. 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Spotlight - Segredos Revelados

Spotlight - Segredos Revelados (Spotlight, 2015) apresenta um dos melhores temas do ano, em um dos filmes mais medianos da história.

  A Igreja Católica Apostólica Romana adquiriu, durante e depois da queda do Império Romano, um patamar gigante na história e na política ocidental (impactando inclusive países em que a maioria dos habitantes não são católicos). Atualmente ainda resiste como uma das principais religiões do mundo, e possui muita influência tanto cultural quanto política. Por isso, qualquer alfinetada, por menor que seja, no catolicismo é vista como uma transgressão. E essa transgressão ocorre em Spotlight, filme dirigido por Tom McCarthy (diretor da pérola Trocando os Pés, de 2014). Porém, o que em outras mãos poderia ser uma das maiores obras do cinema da década, acabou virando um filme medíocre ao extremo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Deadpool

Deadpool (2016) entrega o que seria um dos melhores filmes de super-herói (?) da história.


  Não há melhor frase para entender o que significa o filme Deadpool , dirigido por Tim Miller, do que a dita pelo próprio protagonista em seu trailer: Você provavelmente está pensando "Este é um filme de super-herói , mas aquele cara de unforme acabou de fazer aquele outro cara em uma porra de kebab" Surpresa, este é um tipo diferente de história de super-herói.
E realmente isso é o que torna o filme uma das obras cinematográficas baseadas em histórias em quadrinhos de heróis (OK, o próprio protagonista n gostaria dessa caracterização, mas continuaremos...) mais corajosas da história desse gênero recém-criado.

O Quarto de Jack

O Quarto de Jack (Room, 2015) consegue fazer analogias a Alegoria da Caverna com um tema muito mais palpável para a sociedade atual.

  A Alegoria da Caverna foi idealizada por Platão, ainda vários anos antes do nascimento de Cristo. Essa alegoria representava a história de um homem que nasce acorrentado no interior de uma caverna, junto a alguns companheiros, na mesma situação. Dentro dessa caverna, todos os acorrentados podem ver somente sombras de objetos, e começam a assimilar que aquelas sombras são todo o mundo real. Mas tudo muda quando um desses prisioneiros é libertado e consegue sair para o mundo real (que seria o nosso mundo). Mas essa experiência não a muito agradável em um primeiro momento: o sol incomoda os olhos, as pessoas são diferentes, o mundo é diferente do que acreditava. Mas, após acostumar-se com o que viu, retorna a sua antiga morada e conta aos seus antigos companheiros sobre o mundo real, o que faz com que sua morte ocorra pelas mãos de seus próprios companheiros. Isso e outras filosofias são completamente a base para O Quarto de Jack (Lenny Abrahamson), minha principal aposta para o Oscar 2016.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Creed - Nascido Para Lutar

Creed - Nascido Para Lutar (Creed, 2015) supera todas as expectativas e faz aquilo que Hollywood consegue fazer de melhor: emocionar.

  Confesso que meu primeiro contato com a ideia do filme Creed, dirigido por Ryaan Clooger, foi meio morna. Não conhecia ainda o filme Rocky: Um Lutador (John G. Avildsen, 1976) e, mesmo quando conheci, não consegui me conectar com a obra de 1976 (por alguns motivos que poderão ser revelados posteriormente). Enfim, sentei na sala de cinema esperando absolutamente nada, mas durante as mais de duas horas de filme, minha ideia mudou completamente.