Steve Jobs (2015) define desde o início que não se trata de uma biografia fiel, mas sim de uma versão original da vida do fundador da Apple.
Steven Paul Jobs nasceu na Califórnia, em 1995. Fundou empresas como a Apple Inc., a Pixar Animation Studios e a NeXT Computers, além de ter sido acionista individual máximo da The Walt Disney Company. Se tornou uma figura polêmica por, apesar de ter inventado vários conceitos utilizados até hoje, ter sido uma das pessoas mais difíceis de se conviver desde a criação do mundo, fazendo da vida de seus funcionários um inferno e acabando com diversas vidas.
Após sua morte por câncer em 5 de outubro de 2011, sua vida serviu de inspiração para várias obras, entre elas diversos livros (sendo o último Becoming Steve Jobs) e filmes, como Jobs, filme de 2013 dirigido por Joshua Michael Stern, que se mantém como a cinebiografia mais fiel do empresário. Porém, essa análise terá como foco uma obra totalmente original sobre sua vida, Steve Jobs, do diretor Danny Boyle.
E talvez o nome do diretor não seja estranho à pessoa que lê. E talvez isso seja pois Boyle foi o diretor de diversos filmes de sucesso, entre eles seu maior sucesso de crítica, Trainspotting - Sem Limites, de 1996. E uma das maiores características do diretor é sua adaptabilidade. Tanto que, ao observarmos sua filmografia, nos deparamos também com Quem Quer Ser um Milionário?, filme vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2009 e 127 Horas, realizado em 2010. Todos totalmente diferentes entre si. E dessa vez, com a biografia de Jobs, vemos outro filme com aspectos totalemente diferentes.
E talvez o nome do diretor não seja estranho à pessoa que lê. E talvez isso seja pois Boyle foi o diretor de diversos filmes de sucesso, entre eles seu maior sucesso de crítica, Trainspotting - Sem Limites, de 1996. E uma das maiores características do diretor é sua adaptabilidade. Tanto que, ao observarmos sua filmografia, nos deparamos também com Quem Quer Ser um Milionário?, filme vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2009 e 127 Horas, realizado em 2010. Todos totalmente diferentes entre si. E dessa vez, com a biografia de Jobs, vemos outro filme com aspectos totalemente diferentes.
Trazendo uma direção muito mais contida, Boyle nos entrega um ótimo trabalho que redefine a história do fundador das empresas supracitadas. E essa redefinição parte do distanciamento que vemos da película com a realidade. Apesar de tratar de fatos reais, tanto a edição quanto a própria direção dos atores fazem com que tudo seja parte de outro mundo.
E, falando de atores, temos duas ótimas atuações. Entre elas, Michael Fassbender no papel do protagonista que dá título à obra, em uma atuação de tirar o fôlego. Praticamente criando um "novo" Steve Jobs, o ator indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante por 12 Anos de Escravidão (em 2014), Fassbender faz merecer sua nova indicação ao prêmio, dessa vez como ator principal. E oferecendo um contraponto à figura de Jobs, vemos outra atuação fantástica, com Kate Winslet no papel de Joanna Hoffman, o braço direito do protagonista. Em uma atuação à altura de Fassbender, a atriz vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2008 por O Leitor é a principal aposta para o prêmio de atriz coadjuvante em 2016.
Seguindo os critérios técnicos, acho bom falar da imagem, trabalhada pelo diretor de fotografia Alwin H. Küchler (que assumiu a fotografia do desastre Divergente, de 2014). Assim como a direção e a atuação, vemos um esforço muito bem trabalhado de Küchler para retirar o caráter biográfico da película, trazendo uma imagem "irreal" (no bom sentido) à obra. Quanto ao som, passa-se despercebido, porém há um bom trabalho (menos na trilha sonora, que é quase nula aos ouvidos).
Agora, abandonando a técnica, passaremos para a história da obra, que possui o roteiro assinado por Aaron Sorkin (que já vencera do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 2010 por seu excelente trabalho escrevendo A Rede Social), adaptado do livro de Walter Isaacson. Sorkin traz para a película sua maior marca registrada, que são os diálogos rápidos e totalmente realistas. E essa característica funciona muito bem, tanto que é o que move toda a trama. Porém, uma falha do roteiro é o final, que torna o filme imparcial ao extremo, negando tudo o que havia sido construído.
Enfim, se o que está esperando é uma biografia fiel de um dos maiores gênios da computação, talvez esse não seja o melhor filme para você. Mas, se você gostaria de apreciar um bom filme, sinta-se no dever de assistir Steve Jobs.
NOTAS:
DIREÇÃO: 1,0
IMAGEM: 0,5
SOM: 0,3
CONDUÇÃO: 0,5
INOVAÇÃO: 0,5
ROTEIRO: 1,5
NOTA GERAL: 4,3

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