terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Mad Max: Estrada da Fúria

Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road, 2015), um filme que superou todas as expectativas e nos fez pensar como George Miller não envelheceu.

  Em 1979, um diretor ainda desconhecido decidiu lançar um filme, que logo se tornaria um dos maiores cults da década de 80 (é fim da década de 70 mas enfim é quase lá). O filme em questão era Mad Max e o diretor, George Miller. Com isso, seguindo o sucesso do filme, viria uma continuação. E foi que assim surgiu Mad Max 2 - A Caçada Continua em 1981. Alterando várias coisas em relação ao filme anterior, a obra conseguiu ultrapassar sua prequel na opinião dos críticos, abrindo espaço para Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão em 1985, que caiu na opinião das críticas, encerrando por um tempo a franquia (o filme possuiu a direção dividida entre Miller e George Ogilvie).
  Porém, trinta anos após o lançamento do terceiro filme, a saga renasceu das cinzas, em um quarto filme, também dirigido por George Miller, Mad Max: Estrada da Fúria, obra que conseguiu atualizar a série de uma maneira excepcional.
  E isso porque Miller, junto com o diretor de fotografia John Seale (retornando de um jejum de 5 anos após O Turista, de 2010), consegue fazer um trabalho visual incrível, aliado ainda com o design de produção de Colin Gibson (normalmente não menciono design de produção mas esse foi sacanagem). Provavelmente o vencedor de quase todos (se não forem todos) os Oscar técnicos de 2016 (a guitarra que sai fogo é real, aliás).
  E o som não fica atrás da imagem. Com uma mixagem de tirar o fôlego, o filme consegue passar toda a adrenalina das cenas a partir do som (uma experiência boa é tentar "assistir" o filme somente pelo som, com os olhos fechados). Isso sem contar a trilha sonora, que é excepcional (inclusive estou escutando ela enquanto digito isso).
  Complementando tudo isso, temos as atuações. E são atuações muito boas, diga-se de passagem. De um lado temos Tom Hardy (ator veterano de A Origem, de 2010), com uma atuação extremamente digna e esforçada, dando vida a Max, papel que antigamente pertencera a Mel Gibson, o homem que, apesar de dar nome à trama, não é o personagem principal. Afinal, é difícil dizer qual seria a(o) protagonista da película. Talvez não seja uma pessoa, mas sim um cenário, um mundo extremamente complexo. Mas isso falaremos depois, agora vamos focar nas atuações. E com certeza a atuação que mais se destaca é a de Charliza Theron (que havia trabalhado, anteriormente, em outra retomada de franquia com filme Prometheus, de 2012), que rouba a cena como Imperator Furiosa, em uma das melhores performances de 2015.
  Agora, posso falar sobre o cenário. E usarei o roteiro, assinado por Miller, Brendan McCarthy (que anteriormente havia escrito somente alguns episódios para a série ReBoot) e Nico Lathorius (em seu primeiro roteiro) para isso. O cenário do filme é espetacular. A trama se passa em um mundo pós-apocalíptico, em que algumas "civilizações" batalham por água, armas e petróleo. Além disso, o comércio de pessoas também é bastante importante para o mundo. No meio disso tudo, há uma rebelião em que a personagem de Theron supra-citada foge com prisioneiras (e barrigas de aluguel forçadas) de um tirano, chamado Immortan Joe (interpretado por Hugh Keays-Byrne, que já havai trabalhado no primeiro filme da saga). No meio do caminho, conhece Max, um ex-policial que vaga pelo mundo e que havia sido capturado pelo mesmo tirano.
  Ou seja, Mad Max é um filme rápido, assim como essa resenha, com muita adrenalina e que deve ser assistido por qualquer pessoa que queira entender os blockbusters atuais.

NOTAS:
IMAGEM: 0,5
SOM: 0,5
DIREÇÃO:1,0
HISTÓRIA: 2,0
CONDUÇÃO: 0,5
INOVAÇÃO:0,5

NOTA GERAL: 5,0 (NOTA MÁXIMA)

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