Deadpool (2016) entrega o que seria um dos melhores filmes de super-herói (?) da história.
Não há melhor frase para entender o que significa o filme Deadpool , dirigido por Tim Miller, do que a dita pelo próprio protagonista em seu trailer: Você provavelmente está pensando "Este é um filme de super-herói , mas aquele cara de unforme acabou de fazer aquele outro cara em uma porra de kebab" Surpresa, este é um tipo diferente de história de super-herói.
E realmente isso é o que torna o filme uma das obras cinematográficas baseadas em histórias em quadrinhos de heróis (OK, o próprio protagonista n gostaria dessa caracterização, mas continuaremos...) mais corajosas da história desse gênero recém-criado.
Mas o que faz com que esse filme seja corajoso é exatamente aquilo que ele prometeu: o roteiro, assinado por Rhet Reese e Paul Wernick, se baseia principalmente na liberdade dada pela 20th Century Fox para a obra. São inúmeras as referências feitas pelo personagem principal a outros filmes (inclusive a obras de outras produtoras) e inclusive a ele mesmo, fator que praticamente conduz toda a trama.
Mas o que faz com que esse filme seja corajoso é exatamente aquilo que ele prometeu: o roteiro, assinado por Rhet Reese e Paul Wernick, se baseia principalmente na liberdade dada pela 20th Century Fox para a obra. São inúmeras as referências feitas pelo personagem principal a outros filmes (inclusive a obras de outras produtoras) e inclusive a ele mesmo, fator que praticamente conduz toda a trama.
Trama que, inclusive, não é muito elaborada a partir do segundo segmento do filme, fazendo com que o primeiro segmento seja o melhor da película, trazendo uma narrativa não-linear para o universo das histórias em quadrinhos (algo que, pelo que me lembro, não havia acontecido anteriormente). Porém, algumas das piadas feitas pelo anti-herói possuem caráter machista e/ou preconceituosas por parte do mercenário tagarela (nome dado ao protagonista nos quadrinhos)
A direção de Tim Miller (antigo diretor de curtas) é competente, criando várias cenas de ação muito boas e convincentes ao universo criado e trazendo uma edição muito fiel aos quadrinhos (realmente, a edição, entre outras coisas, traz um ritmo perfeito à trama), tudo isso vinculado à figura de Ryan Reynolds (que já havia interpretado o mercenário no horrível X-Men Origens: Wolverine, de 2009), que se entrega totalmente ao personagem principal. E isso já era esperado, já que Reynolds foi um dos maiores divulgadores de Deadpool e uma da pessoas que mais lutaram para que o filme ganhasse vida, fato que fez com que fosse creditado como produtor da obra.
Outro fator que nos leva diretamente a um mundo muito semelhante ao das HQs é a imagem. Keng Seng, o diretor de fotografia conhecido pelo filme Quarentena, de 2008, trabalha de uma forma muito boa, integrando os aspectos de câmera e ângulos muito parecido com os quadrinhos. Tal trabalho é muito bem realizado pelo som, que possui uma trilha sonora muito estilo Guardiões da Galáxia (2014), e uma mixagem de som muito competente.
Deadpool pode ter seus problemas, mas a quebra da parede já revela que o filme é diferente de qualquer outro filme. Violento, verborrágico e ousado, a película deve ser assistida e, com certeza, entrará para a história do gênero.
NOTAS:
ROTEIRO: 1,8
DIREÇÃO: 0,8
CONDUÇÃO: 0,5
INOVAÇÃO: 0,4
IMAGEM: 0,5
SOM: 0,4
NOTA GERAL: 4,4

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