Creed - Nascido Para Lutar (Creed, 2015) supera todas as expectativas e faz aquilo que Hollywood consegue fazer de melhor: emocionar.
Confesso que meu primeiro contato com a ideia do filme Creed, dirigido por Ryaan Clooger, foi meio morna. Não conhecia ainda o filme Rocky: Um Lutador (John G. Avildsen, 1976) e, mesmo quando conheci, não consegui me conectar com a obra de 1976 (por alguns motivos que poderão ser revelados posteriormente). Enfim, sentei na sala de cinema esperando absolutamente nada, mas durante as mais de duas horas de filme, minha ideia mudou completamente.
Primeiramente, prefiro definir nesse post minha ideia principal sobre o cinema hollywoodiano (e, consequentemente, o mundial). Assim como os filmes europeus são feitos (em sua maioria) com o propósito de fazer o espectador pensar e os filmes brasileiros (a grande parte - muito grande aliás) são feitos para retratar a realidade do país, os filmes norte-americanos possuem como principal foco a emoção. Através de várias técnicas, os (bons) diretores e produtores de Hollywood conseguem passar todas as emoções enfrentadas pelas personagens em tela para o espectador.
E isso realmente é um dos principais méritos da direção de Creed. E na direção, temos Ryan Coogler (diretor do filme Fruitvale Station, de 2013, e futuro diretor do filme do Pantera Negra) extremamente inspirado e em ótima forma, unindo todas as partes do filme em uma obra prima com um dos melhores finais catárticos do cinema e criando um clima absolutamente envolvente durante toda a duração da película.
Realmente, não há o que reclamar do trabalho de Coogler. A imagem, trabalhada em conjunto com Maryse Alberti (que também assumiu a direção de fotografia de O Lutador de 2008, dirigido por Darren Aronofsky) é extremamente competente, impossível de ser criticada negativamente (destaque para a primeira luta profissional de Adonis). Assim como o som, que é altamente bem trabalhado, conseguindo passar todas as emoções necessárias e o impacto de todas as cenas de ação. A trilha sonora, apesar de se apoiar na trilha do primeiro filme do "Garanhão Italiano", cumpre seu papel de forma magistral (um destaque é entrada do personagem principal na última luta, em que ouvimos Hail Mary, rap cantado por Tupac Shakur).
Quanto ao elenco, temos um trabalho excepcional do trio de protagonistas, formado por Michael B. Jordan (recém saído do fracasso do remake de 2015 do Quarteto Fantástico), Sylvester Stallone (veterano do universo do filme e da franquia) e Tessa Thompson (saída do fantástico Selma, de 2014).
Johnson se entrega ao papel de uma maneira impar, carregando toda a carga dada ao personagem. A atuação é tão boa que nos faz pensar no porque o ator não foi indicado ao Oscar de 2016. Pelo menos a Academia possuiu o bom senso de indicar Stallone como melhor ator coadjuvante, já que sua atuação é simplesmente fantástica (destaque para seus discursos muito bem construídos). Thompson também se entrega ao papel de forma comovente, fazendo o espectador acreditar na personagem.
O roteiro, escrito por Coogler e Aaron Covington (em seu primeiro roteiro), se baseia principalmente no clássico de 1976, porém há um "update" no guião, impulsionado pela mudança de época e pela mudança na etnia do protagonista (fato que traz uma carga extra ao personagem). Extremamente convincente, o roteiro conta a história de Adonis Creed, filho bastardo de Apollo Creed, que, após ser adotado pela viúva de Apollo, inicia uma jornada em direção ao sucesso em sua vida profissional no boxe, tentando se desvincular da imagem do pai.
Rocky Balboa, antigo inimigo/amigo de Creed, aparece como praticamente uma figura paterna a Adonis, ao mesmo tempo em que tenta treiná-lo para a vitória em suas lutas. No meio do caminho, Bianca, uma cantora local, aparece na vida de Creed, formando um romance altamente convincente com o protagonista.
Em suma, Creed é uma obra extremamente competente, que merece ser vista não só como um filme, mas como uma das melhores experiências hollywoodianas da década.
NOTA:
IMAGEM: 0,5
SOM: 0,5
DIREÇÃO: 1,0
HISTÓRIA: 2,0
CONDUÇÃO:0,5
INOVAÇÃO: 0,3
NOTA GERAL: 4,8 (EXCELENTE)
Primeiramente, prefiro definir nesse post minha ideia principal sobre o cinema hollywoodiano (e, consequentemente, o mundial). Assim como os filmes europeus são feitos (em sua maioria) com o propósito de fazer o espectador pensar e os filmes brasileiros (a grande parte - muito grande aliás) são feitos para retratar a realidade do país, os filmes norte-americanos possuem como principal foco a emoção. Através de várias técnicas, os (bons) diretores e produtores de Hollywood conseguem passar todas as emoções enfrentadas pelas personagens em tela para o espectador.
E isso realmente é um dos principais méritos da direção de Creed. E na direção, temos Ryan Coogler (diretor do filme Fruitvale Station, de 2013, e futuro diretor do filme do Pantera Negra) extremamente inspirado e em ótima forma, unindo todas as partes do filme em uma obra prima com um dos melhores finais catárticos do cinema e criando um clima absolutamente envolvente durante toda a duração da película.
Realmente, não há o que reclamar do trabalho de Coogler. A imagem, trabalhada em conjunto com Maryse Alberti (que também assumiu a direção de fotografia de O Lutador de 2008, dirigido por Darren Aronofsky) é extremamente competente, impossível de ser criticada negativamente (destaque para a primeira luta profissional de Adonis). Assim como o som, que é altamente bem trabalhado, conseguindo passar todas as emoções necessárias e o impacto de todas as cenas de ação. A trilha sonora, apesar de se apoiar na trilha do primeiro filme do "Garanhão Italiano", cumpre seu papel de forma magistral (um destaque é entrada do personagem principal na última luta, em que ouvimos Hail Mary, rap cantado por Tupac Shakur).
Quanto ao elenco, temos um trabalho excepcional do trio de protagonistas, formado por Michael B. Jordan (recém saído do fracasso do remake de 2015 do Quarteto Fantástico), Sylvester Stallone (veterano do universo do filme e da franquia) e Tessa Thompson (saída do fantástico Selma, de 2014).
Johnson se entrega ao papel de uma maneira impar, carregando toda a carga dada ao personagem. A atuação é tão boa que nos faz pensar no porque o ator não foi indicado ao Oscar de 2016. Pelo menos a Academia possuiu o bom senso de indicar Stallone como melhor ator coadjuvante, já que sua atuação é simplesmente fantástica (destaque para seus discursos muito bem construídos). Thompson também se entrega ao papel de forma comovente, fazendo o espectador acreditar na personagem.
O roteiro, escrito por Coogler e Aaron Covington (em seu primeiro roteiro), se baseia principalmente no clássico de 1976, porém há um "update" no guião, impulsionado pela mudança de época e pela mudança na etnia do protagonista (fato que traz uma carga extra ao personagem). Extremamente convincente, o roteiro conta a história de Adonis Creed, filho bastardo de Apollo Creed, que, após ser adotado pela viúva de Apollo, inicia uma jornada em direção ao sucesso em sua vida profissional no boxe, tentando se desvincular da imagem do pai.
Rocky Balboa, antigo inimigo/amigo de Creed, aparece como praticamente uma figura paterna a Adonis, ao mesmo tempo em que tenta treiná-lo para a vitória em suas lutas. No meio do caminho, Bianca, uma cantora local, aparece na vida de Creed, formando um romance altamente convincente com o protagonista.
Em suma, Creed é uma obra extremamente competente, que merece ser vista não só como um filme, mas como uma das melhores experiências hollywoodianas da década.
NOTA:
IMAGEM: 0,5
SOM: 0,5
DIREÇÃO: 1,0
HISTÓRIA: 2,0
CONDUÇÃO:0,5
INOVAÇÃO: 0,3
NOTA GERAL: 4,8 (EXCELENTE)

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