quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Procurando Dory

Procurando Dory (Finding Dory, 2016): é bom, mas não parece ser Pixar.

  Um dos fatos inegáveis na indústria do cinema norte-americano é que uma empresa se sobressai quando o quesito é animação. Criada como uma divisão da Lucasfilm, comprada por Steve Jobs em 1986 e pela Walt Disney em 2006, essa empresa é a Pixar Animation Studios, que até hoje produziu, em conjunto com a própria Disney, dezessete filmes, sendo que oito foram vencedores do prêmio de melhor animação nos prêmios da Academia (Procurando Nemo, venceu em 2004; Os Incríveis, em 2005; Rattatouile, em 2008; Wall-E, em 2009; Up - Altas Aventuras, em 2010; Toy Story 3, em 2011; Valente, em 2013 e o mais recente Divertida Mente, em 2016).
  Apesar de ser uma das melhores empresas de animação mundiais, uma das maiores características da Pixar foi a dependência financeira das continuações (como Carros 2, lançado em 2011 e Universidade Monstros, lançado em 2013), que se tornam necessárias para que as novas (e inusitadas) idéias das mentes "pixarianas" possam ser produzidas. O problema é que muitas vezes essas continuações não atingem 10% da qualidade das obras "originais", e é isso que acontece com Procurando Dory (Finding Dory, 2016).

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Angry Birds: O Filme

Surpreendente, Angry Birds: O Filme (The Angry Birds Movie, 2016), é um filme super divertido.

  O jogo para portáteis Angry Birds foi desenvolvido pela empresa Rovio Entertainment, no final de 2009, sendo lançado pela primeira vez para o sistema iOS, da Apple e, logo após, para outros sistemas portáteis, como Android e Windows Phone. Desde seu lançamento, o jogo já teve onze continuações (entre elas parcerias com grande filmes de sucesso, como Star Wars, Transformers e Rio) e uma sequência direta (Angry Birds 2, lançado em 2015), além de três spin-offs. A série de jogos também deu vida a uma série de vídeos lançados pelo Youtube da produtora e duas séries de TV.
  Porém, o produto mais arriscado de todo o licenciamento da marca seria um longa metragem, produzido pela própria Rovio e pela Sony Pictures: Angry Birds: O Filme, que já nasceu com uma baixa expectativa por parte do público e da própria crítica. Porém, apesar de não ser uma obra prima da animação nos cinemas, o filme acaba se revelando ser muito divertido, no sentido mais puro da palavra.

sábado, 14 de maio de 2016

Ave, César!

Apesar de um pouco atrapalhada em alguns aspectos, Ave, César! (Hail, Caesar!, 2016) é uma ótima comédia do metacinema.

  Os irmãos Joel e Ethan Coen estrearam nos cinemas com Gosto de Sangue, em 1984, atraindo olhares e vários comentários positivos da crítica internacional. Além filhos de uma historiadora e um economista, ambos possuíram formação nas ciências humanas: Ethan se graduou em Filosofia pela Universidade de Princeton, enquanto Joel participou de um programa de cinema na Universidade de Nova York. 
  Após alguns pequenos sucessos que sucederam seu primeiro filme, os irmãos retornaram à grande cena do cinema mundial com o lançamento de Barton Fink - Delírios de Hollywood, em 1991, que venceu a Palma de Ouro do ano. Logo após, foi lançado Na Roda da Fortuna, escrito em conjunto com Sam Raimi (de clássicos trash como Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio, de 1981), que foi quase esquecido pela crítica, em grande parte pelo próximo filme dos irmãos, Fargo, de 1996, que atingiu um grande sucesso comercial e de crítica.
  Seguindo o lançamento de Fargo, outro sucesso deu as caras pelas mãos dos Coen, O Grande Lebowski, em 1998. Após, Joel e Ethan deram início ao que seria chamado da "Trilogia do Idiota", com E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?, em 2000, que possui como "continuação" Queime Depois de Ler, de 2008. Entre os dois filmes, os irmãos ainda ganharam quatro Óscar pelo sucesso de 2007, Onde os Fracos não Tem Vez. Alguns anos (e vários filmes) depois, os Coen finalmente terminaram a triologia que se iniciara em 2000, com Ave, César! (Hail, Caesar!), em 2016.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Capitão América: Guerra Civil

Superando seus antecessores, Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, 2016) é um dos melhores filmes da Marvel

  Muito frenesi acompanhou toda a produção e o marketing de Vingadores: Era de Ulltron até seu lançamento em maio de 2015. Porém, as expectativas não foram muito bem "pagas" pela película, que acabou desapontando muitas pessoas que acreditavam que talvez a produção conseguia ultrapassar o sucesso de seu antecessor de 2012 (mesmo se tornando a atual sétima maior bilheteria de toda a história do cinema). 
  Além disso, no mesmo ano do laçamento da segunda reunião dos heróis da Marvel, foi lançado Homem Formiga, que, apesar de não ter sido um filme ruim, passou praticamente despercebido pelo público em geral. Portanto, 2015 acabou com a sensação de que a Marvel deixou algo incompleto para seus maiores públicos. Tal sensação teve seu fim com o recente lançamento de Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, 2016), que acabou cumprindo todas as expectativas formadas pelo público desde o lançamento da primeira arte conceitual da produção.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Conspiração e Poder

Subestimado, Conspiração e Poder (Truth, 2015) parece Spotlight, mas é muito melhor

  Já comecei diversas análises utilizando como base inicial o Oscar 2016, mas essas decisões não foram à toa. Mesmo com todas as polêmicas que envolveram a octogésima oitava edição dos prêmios da Academia (o importantíssimo movimento #OscarsSoWhite), vimos que praticamente todos os gêneros cinematográficos foram honrados na cerimônia (desde Mad Max: Estrada da Fúria até Divertida Mente), o que acabou dando muita visualização para filmes que possuem estrutura parecida ao honrados (o que acontece praticamente todo ano).
  Foi o que aconteceu com Conspiração e Poder (Truth, 2015), que possui várias correlações com o grande vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2016, Spotlight: Segredos Revelados, e que provavelmente só conseguiu um pouco de visualidade graças ao resultado da premiação. Porém, uma coisa que difere os dois filmes é o fato de que o filme mais subestimado na realidade parece mais uma evolução do vencedor dos prêmios da Academia (apesar de ambos terem sido lançados praticamente ao mesmo tempo).

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Mogli: O Menino Lobo

Mogli: O Menino Lobo (The Jungle Book, 2016): o necessário, somente o necessário

  Durante todos os anos que se passaram desde a fundação da Walt Disney Studios, em 1923, várias músicas clássicas foram produzidas para seus filmes, tornando tais filmes imortais, assim como as próprias músicas (que entraram para o subconsciente de toda uma sociedade). Podemos destacar rapidamente as clássicas "Heigh-Ho", de Branca de Neve e os Sete Anões e (1937) "When You Wish Upon a Star", apresentada em Pinóquio (1940) e as recentes "Hakuna Matata", de Rei Leão (1994) e "Let it Go", de Frozen - Uma Aventura Congelante (2013).
  Porém, uma das canções mais importantes para a análise que farei sobre a mais recente aposta live action da produtora supracitada, Mogli: O Menino Lobo (2016), provém do filme homônimo de 1967. Em inglês, o nome da música é "Bare Necessities", que ficou conhecida no Brasil pelo famoso refrão "eu uso o necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais". Para a realização do remake lançado recentemente, aparentemente essa regra foi utilizada de uma maneira muito boa.

sábado, 9 de abril de 2016

SÉRIE: Unbreakable Kimmy Schmidt (Temporada 1)

Sem muitas pretensões, a primeira temporada de Unbreakable Kimmy Schmidt (2015) se revela uma ótima aposta da Netflix

  A primeira vez que vi a atriz Ellie Kemper foi na versão americana de The Office e, por algum motivo, marquei o rosto da atriz para sempre em minha mente (acho que isso aconteceu com todos os atores da série). Alguns meses depois de assistir a última temporada da produção, assisti ao filme Sex Tape: Perdidos na Nuvem, em 2014, e dentre todas as atuações a que mais me chamou a atenção foi a da atriz supra-citada.
  Eis que, em 2015, a Netflix produz mais uma série, dessa vez criando uma comédia totalmente focada no formato sitcom. No início, não fiquei muito interessado na nova produção de uma das maiores produtoras de conteúdo da atualidade. Porém, me interessei muito quando vi quem seria a atriz principal da obra (que você, leitor, já deve saber quem é), e quem eram os criadores, Tina Fey e Robert Carlock, produtores executivos de 30 Rock. No fim, acabei assistindo a primeira temporada em menos de um dia. A série era Unbreakable Kimmy Schmidt. Valeu a pena.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Um Homem Entre Gigantes

Um Homem Entre Gigantes (Concussion, 2015), um ótimo filme com um roteiro meio caído.

  Depois da crítica de Mortdecai - A Arte da Trapaça (que pode ser lida aqui), assumi que atrizes e atores que eu considero ruins podem de verdade realizar bons trabalhos (apesar de alguns realmente não conseguirem entregar uma atuação no mínimo aceitável). No caso, o ator do filme de 2015 era Johnny Depp. Porém, recentemente encontrei outro ator que pode se encaixar nessa categoria.
  Era uma tarde quente de hoje, quando resolvi ir ao cinema, já que fazia muito tempo que não ia para minha segunda casa. As opções disponíveis eram três, e duas eu já havia assistido, nas semanas anteriores. A outra opção era Um Homem Entre Gigantes, do diretor Pete Landesman, mas uma figura no mínimo controversa estava enfeitando o poster: Will Smith, um dos atores mais polêmicos de Hollywood. Como todas (os) já devem ter percebido pelo primeiro parágrafo dessa crítica, nunca considerei Smith um bom ator, porém esse filme me fez mudar drasticamente de opinião.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

Zootopia: Essa Cidade é o Bicho (Zootopia, 2016): uma ótima metáfora sobre a sociedade contemporânea.

  Já não é surpresa ou novidade dizer que um filme da Disney é bom. Desde o lançamento de A Princesa e o Sapo, em 2009, todos os filmes cânones da produtora de animação estão sendo produzidos com níveis (tanto técnicos quanto artísticos) totalmente altos. Para ter ideia de como está essa nova fase da Disney, em 2013, houve o lançamento de Frozen: Uma Aventura Congelante, que venceu o Oscar de Melhor Filme de Animação, enquanto em 2014, a mesma produtora lançou Operação Big Hero, que conseguiu o mesmo feito do seu antecessor nos Prêmios da Academia, em 2015.
  2015, aliás, foi um ano de recesso para a gigante das animações, visto que a empresa focou todas as suas forças no lançamento de dois dos melhores filmes do ano, sob outros selos: Star Wars: O Despertar da Força (lançado sob o selo da LucasFilm) e Divertida Mente (da Pixar, que faz parte do conglomerado da Disney). Ficamos, portanto, um ano sem sucessos da empresa de Walt. Mas a espera valeu a pena, visto que, no começo desse ano de 2016, houve o lançamento de Zootopia: Essa Cidade é o Bicho, um filme com as melhores metáforas para nossa sociedade atual já feitas.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice, 2016): um filme confuso.

  Um dos maiores feitos da Disney nos últimos anos foi, com certeza, foi a criação de uma nova explosão do entretenimento: com o sucesso de Os Vingadores (Marvel's The Avengers), no longínquo ano de 2012, que conseguiu estabelecer de vez o universo cinematográfico inspirado nos quadrinhos da Marvel Comics, houve o início de uma onda gigante de universos compartilhados, inclusive dentro da própria Disney, com a franquia Star Wars.
  Logo, em pouco tempo, a DC Comics, que, diferente da Marvel, possui todos os seus personagens sob o mesmo selo (são todos propriedade da Warner Brothers), começou a fazer seus próprios planos para estabelecer seu próprio universo compartilhado entre seus filmes. Em 2013, foi lançado O Homem de Aço, filme que iniciaria tudo o que estava planejado. Mesmo sem atingir um grande sucesso crítico e comercial, a Warner, querendo a todo custo conseguir o que a concorrente havia conseguido, apressou os planos e lançou, recentemente, em 2016, sua nova aposta: Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Cinco Graças

Cinco Graças (Mustang, 2015) é um dos filmes com mais alma de 2015, o melhor filme estrangeiro do Oscar 2016.

  Eram cinco indicados para o prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira no Oscar de 2016, cada um com seu clima próprio. Entre estes cinco, estavam Theeb, um filme jordaniense, O Abraço da Serpente, um filme colombiano e Guerra, um filme dinamarquês. Porém, dois filmes se sobressaíram na minha humilde opinião: Filho de Saul, o grande vencedor do prêmio na noite de 28 de fevereiro, um filme húngaro, e o filme que deveria vencer, o filme indicado pela França (país do maior festival internacional de cinema do mundo), Cinco Graças (no original, Mustang).
  Desde o início de sua produção, o filme é extremamente importante, visto que a diretora, Deniz Gamze Ergüven, havia sido desacreditada antes mesmo da ideia de escrever o roteiro para a obra, simplesmente por ser uma mulher. Bom, mas parece que Mustang conseguiu fazer a mesa virar, não é mesmo?

terça-feira, 22 de março de 2016

Deus da Carnificina

Contido ao extremo, Deus da Carnificina (Carnage, 2011) pode ser um dos melhores filmes de Roman Polanski.

  Um dos temas mais recorrentes, não só no cinema como também em várias outras mídias, é o comportamento do ser humano em situações estressantes, que acabam revelando um lado violento de todas as pessoas, um comportamento totalmente contrário às convenções sociais, um comportamento praticamente animal. Alguns bons exemplos são vários clássicos do cinema, desde o controverso Laranja Mecânica, de 1971, até o recente argentino Relatos Selvagens, de 2014. 
  Uma característica muito comum a quase todas estas obras é a presença da comédia, oferecendo sempre um humor negro da melhor categoria, mas que acaba nos afastando dos personagens, que se revelam, na grande maioria das vezes, totalmente unidimensionais e sem complexidade nenhuma.  Mas felizmente não podemos dizer isso de Deus da Carnificina, filme de Roman Polanski lançado em 2011. Construindo personagens totalmente críveis e com um ritmo quase perfeito, o filme pode se provar uma das melhores obras do diretor.

segunda-feira, 21 de março de 2016

SÉRIE: Demolidor (Temporada 2)



Mesmo sem conseguir alcançar o patamar de sua temporada antecessora, a segunda temporada de Demolidor (Marvel's Daredevil, 2016) atinge um bom patamar.

  Há quase um ano atrás, fomos todos surpreendidos com o lançamento da primeira temporada da primeira série lançada pela Netflix em parceria com a Marvel Studios e a ABC Studios. Essa série era Demolidor, que conseguiu trazer uma maturidade que ainda não havia sido presenciada no universo das obras baseadas em quadrinhos da Marvel Comics. Alguns meses depois, com o lançamento de Jessica Jones, produzida no mesmo universo e com qualidade, segundo muitas pessoas, ainda superior à sua antecessora, as expectativas ficaram extremamente altas para a continuação de ambas as séries.
  Como se já não fosse bastante, ainda foram anunciadas duas novas aparições para a segunda temporada da série do vigilante cego: o Justiceiro e Elektra se integrariam na trama, fato que aumentou ainda mais todas as expectativas em cima da nova safra de episódios. O dia finalmente chegou e, em 18 de março de 2016, foram disponibilizados todos os episódios da temporada, trazendo questionamentos sobre o futuro de todo o novo universo criado pela junção do Universo Marvel Cinematográfico e a gigante Netflix.

SÉRIE: Jessica Jones (Temporada 1)



A primeira temporada de Jessica Jones (Marvel's Jessica Jones, 2015) consegue trazer tudo que deu certo em Demolidor e mais: consegue ser a melhor série de todo o novo universo da Netflix.

  Aposto que foi uma surpresa a quase todas as pessoas quando foram anunciadas as cinco séries do Universo Cinematográfico Marvel produzidas pela Netflix, com total liberdade para cada uma (talvez não seja uma liberdade total, mas, considerando todo o histórico do UCM, o que ocorreu com essas séries foi praticamente uma revolução), no longínquo ano de 2013. Dentro da leva de séries, escondida, estava uma personagem totalmente underground, criada por Brian Michael Bendis e Michael Gaydos: Jessica Jones.
  Enfim, o meteoro da primeira temporada de Demolidor (2015) veio e conseguiu sacudir tudo o que estávamos acostumados no universo das séries de heróis, trazendo violência, escuridão e uma profundidade nada comum a quase todas as outras obras do gênero. E o consciente coletivo começou a pensar que não haveria como alguma outra série ultrapassar a qualidade da série do vigilante. Mas esse pensamento acabou no fim de 2015, com o lançamento de Jessica Jones, continuando a colaboração entre Netflix, Marvel Studios e ABC Studios.

domingo, 20 de março de 2016

TRASHERA! A Hora do Pesadelo 2: A Vingança de Freddy

Se você não sabe se quer rir ou ter medo, A Hora do Pesadelo 2 (A Nightmare on Elm Street 2: Freddy's Revenge, 1985) é o melhor para você!!!

  Chega aí, chega aí, chega aí! Hoje a gente vai falar daquele que pode ser a melhor pior sequência de um filme de terror! 
  Depois do sucesso de A Hora do Pesadelo em 1984, trocaram Wes Craven por Jack Sholder! Acha que pode? Se for dar dinheiro, mas é  mais que lógico que pode!
  Mas não dá pra falar que ficou a pior obra de todo o cinema... Não é que o tal de Sholder conseguiu ser bom na missão? 
  Digo, não deu pra ficar nem nos pés do filme original, mas é, na medida do possível, muito bom! 
  Tudo bem que talvez essa tal qualidade não foi alcançada exatamente pelos motivos que os produtores queriam, mas mesmo assim, o filme é muito bom mesmo!
  Enfim, vamos parar com toda essa ladainha e vamos falar dessa obra-prima do cinema de horror trash!

SÉRIE: Demolidor (Temporada 1)

Trazendo um clima totalmente diferente das outras séries de herói, a primeira temporada de Demolidor (Marvel's Daredevil, 2015) consegue ser um marco na história do gênero.

  Tudo começou na década de 1960, mais precisamente em abril de 1964, quando um grupo de jovens quadrinistas, formado por Stan Lee, Bill Everett e Jack Kirby, apresentou um herói no mínimo diferente dos outros. Nascia, assim, o Daredevil (no Brasil e em Portugal, chamado de Demolidor), um dos personagens mais icônicos da Marvel Studios. 
  Porém, o personagem permaneceu totalmente relegado a papéis secundários por quase vinte anos, até que, na década de 1980, um novo jovem quadrinista assumiu as histórias do herói: Mark Miller. Trazendo um título extremamente mais sombrio ao público, o artista conseguiu fazer com que todo a título renascesse das sombras, conseguindo uma grande liberdade para produzir suas histórias. 
  E é exatamente baseada nos conceitos de Miller que a série Daredevil, produzida pela Netflix em parceria com a Marvel Studios e a ABC Studios, consegue se tornar uma singularidade atual.

terça-feira, 15 de março de 2016

A Bruxa

A Bruxa (The VVitch: A New England Folktale, 2016) traz um filme de terror completamente diferente dos padrões, inclusive com várias críticas.

  Quando se pensa em filmes de terror, principalmente nos dias atuais, já vem à cabeça vários clichês. Entre eles, o que mais se sobressai é a ideia de que "um filme de terror bom tem que dar vários sustos". Mas essa ideia acaba contrariando até mesmo os maiores clássicos do gênero, de Drácula (1931) a O Iluminado (1980), que refutam essa ideia e entregam mais que somente sustos jogados na tela. Até mesmo algumas obras que possuem essa característica conseguem ser muito boas, como o recente Invocação do Mal, de 2013.
  Mesmo sabendo dessa ideia do público geral, fui assistir ao filme A Bruxa, do diretor Robert Edgers, no dia da estreia de um cinema da minha cidade. Por fontes de amigos, sabia que a obra se diferenciava dos padrões do gênero, e já estava esperando um filme sem sustos. Porém, a reação do público do cinema foi a pior possível, tanto pela inovação da película quanto pelas críticas contidas nela.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Mortdecai - A Arte da Trapaça

Mortdecai - A Arte da Trapaça (Mortdecai, 2015): uma obra confusa, com um dos visuais mais bonitos de 2015.

  Wes Anderson é, com certeza, um dos maiores diretores do século XXI, capaz de se transformar praticamente em uma marca, principalmente no visual. E não é a toa, visto que o diretor de O Grande Hotel Budapeste, um dos maiores sucessos da crítica em 2014, consegue trazer várias características únicas na imagem de sua obra, como a utilização de paletas de cores diferentes do usual. E logicamente, com o sucesso de seus filmes, começou uma onda de vários "clones", ou seja, películas com o mesmo tipo de imagem, como Submarino, de 2010.
  E um dos filmes que utilizou várias das técnicas da imagem de Anderson foi o recente Mortdecai - A Arte da Trapaça. Dirigida por David Koepp, a obra traz vários pontos positivos (como a atuação de Johnny Depp, altamente inspirado) e negativos (que serão descritos mais tarde nessa resenha). Indicado a vários Framboesas de Ouro (inclusive de pior ator para Depp), talvez Mortdecai seja um dos filmes mais subestimados de 2015.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Steve Jobs

Steve Jobs (2015) define desde o início que não se trata de uma biografia fiel, mas sim de uma versão original da vida do fundador da Apple.

  Steven Paul Jobs nasceu na Califórnia, em 1995. Fundou empresas como a Apple Inc., a Pixar Animation Studios e a NeXT Computers, além de ter sido acionista individual máximo da The Walt Disney Company. Se tornou uma figura polêmica por, apesar de ter inventado vários conceitos utilizados até hoje, ter sido uma das pessoas mais difíceis de se conviver desde a criação do mundo, fazendo da vida de seus funcionários um inferno e acabando com diversas vidas. 
  Após sua morte por câncer em 5 de outubro de 2011, sua vida serviu de inspiração para várias obras, entre elas diversos livros (sendo o último Becoming Steve Jobs) e filmes, como Jobs, filme de 2013 dirigido por Joshua Michael Stern, que se mantém como a cinebiografia mais fiel do empresário. Porém, essa análise terá como foco uma obra totalmente original sobre sua vida, Steve Jobs, do diretor Danny Boyle.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Carol

Carol (2015) é um filme com um grande potencial, mas não passa de mais uma obra mediana.

  Estava falando com uma amiga minha esses dias sobre cinema, e chegamos ao assunto Oscar, o que nos levou a Carol. E eis que surge a frase: "Carol é um filme bonitinho". E realmente, é isso que a película nos entrega: algo fofo. E isso, sem mais nada. Com atuações medianas e uma direção totalmente sem inspiração, não há palavra que traduza a obra além de "nhé".
  E isso é realmente uma pena. Talvez nas mãos de outra pessoa mais capacitada na direção e com mais inspiração, o filme poderia ser uma das maiores obras primas do cinema atual, afinal é um tema com um potencial gigante.
  E o filme é tão mediano que nem sei o que vou falar nessa análise. As únicas coisa que me motivou a escrever o que vocês estão prestes a ler são as indicações ao Oscar de 2016 e os aspectos que correspondem à história da obra. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Ponte dos Espiões

Ponte dos Espiões (Bridge of Spies, 2015) mostra como Steven Spielberg renasce das cinzas em um filme honesto e muito mais imparcial que suas últimas películas.

  Realmente, fazia tempo que Spielberg não fazia um filme que merecesse uma indicação ao Oscar. Afinal, seus últimos filmes foram Lincoln, em 2012, Cavalo de Guerra As Aventuras de Tintim (que não chega a ser um filme ruim, porém não obteve muito sucesso ante as premiações), ambos de 2011 e a vergonha alheia Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, de 2008. Talvez seu último sucesso havia sido Guerra dos Mundos, no longínquo ano de 2005. Mas esse jejum finalmente se quebrou. E não são só os méritos do diretor de 70 anos que fazem de Ponte dos Espiões um filme que vale a pena ser assistido. Talvez sua participação seja a menos importante para a qualidade da obra, que deve seu sucesso muito mais ao roteiro do que à direção.

A Grande Aposta

A Grande Aposta (The Big Short, 2015) é uma das surpresas do Oscar 2016, uma comédia sobre um assunto extremamente pesado.

  A tradução do título de A Grande Aposta, apesar de necessária para o espectador brasileiro, faz com que haja a perda de uma dica sobre o próprio filme: no título original, vemos o contraste entre os termos "Big" (traduzido para "grande") e "Short" (que, no contexto, teria outro significado, porém o significante é equivalente à palavra inglesa para "pequeno"). Tal contraste é o que move a obra de Adam McKay (famoso diretor de comédias pastelão, como O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy, de 2004), trazendo um tema extremamente pesado (a crise que assolou os Estados Unidos entre os anos de 2007/2008/2009, que havia sido profetizada por alguns -vários- economistas) com uma abordagem cômica ao extremo (apesar de trazer alguns momentos dramáticos), e chegando ao ponto de criticar o próprio sistema capitalista norte-americano e as motivações dos protagonistas da trama, baseada em fatos.

Perdido em Marte

Perdido em Marte (The Martian, 2015) é um ótimo retorno de Ridley Scott às ficções científicas, no filme mais leve dos indicados ao Oscar 2016.

  Talvez a maioria das pessoas reclamem da indicação de Perdido em Marte ao Oscar de Melhor Filme no ano de 2016. Mas o filme não está lá por acaso, já que marca o retorno do diretor Ridley Scott aos bons filmes de ficção científica depois do fracasso de Prometheus, em 2012. 
  E não é só por isso. O novo filme do diretor de Alien, o Oitavo Passageiro é despretensioso, mas cumpre muito bem o papel de entreter o espectador, de uma maneira inclusive inovadora, e muito peculiar para um diretor de 78 anos, inclusive com uma ótima atuação (de forma também despretensiosa) de um ator que estava fora dos holofotes de Hollywood há um tempo. Traz ainda a comédia a um tema que se fosse abordado por outro diretor seria o plano de fundo de um filme muito mais sério e dramático (não li o livro que baseou a película, então não sei se esse tom cômico já estava presente na obra original).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O Regresso

O Regresso (The Revenant, 2015): um bom filme, uma história impactante, uma excelente atuação mas, no fim, só mais um Iñarritu.


  Um dos melhores atores da década. Um ótimo diretor que acabou deixando o sucesso subir à cabeça. Um urso que é real demais para ser computação gráfica. Esses e mais outros aspectos são a fórmula do sucesso de O Regresso. E realmente, o filme é muito bom, principalmente devido às suas atuações. Mas um problema atinge a película: o ego extremamente inflamado de Alejandro G. Iñarritu, diretor da obra. Apesar de realizar um bom trabalho, Iñarritu deixa a desejar em diversos pontos e acaba fazendo somente mais um filme que provavelmente será deixado de lado pelas próximas gerações.
  Indicado a 12 prêmios no Oscar 2016, o filme é um dos favoritos em diversas categorias. E talvez ganhe merecidamente em algumas (principalmente nas de Melhor Ator Principal e Melhor Fotografia), porém pode ser uma das maiores decepções de toda a premiação, visto que concorre com filmes mais competentes em diversas categorias.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Mad Max: Estrada da Fúria

Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road, 2015), um filme que superou todas as expectativas e nos fez pensar como George Miller não envelheceu.

  Em 1979, um diretor ainda desconhecido decidiu lançar um filme, que logo se tornaria um dos maiores cults da década de 80 (é fim da década de 70 mas enfim é quase lá). O filme em questão era Mad Max e o diretor, George Miller. Com isso, seguindo o sucesso do filme, viria uma continuação. E foi que assim surgiu Mad Max 2 - A Caçada Continua em 1981. Alterando várias coisas em relação ao filme anterior, a obra conseguiu ultrapassar sua prequel na opinião dos críticos, abrindo espaço para Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão em 1985, que caiu na opinião das críticas, encerrando por um tempo a franquia (o filme possuiu a direção dividida entre Miller e George Ogilvie).
  Porém, trinta anos após o lançamento do terceiro filme, a saga renasceu das cinzas, em um quarto filme, também dirigido por George Miller, Mad Max: Estrada da Fúria, obra que conseguiu atualizar a série de uma maneira excepcional.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Os Oito Odiados

Brilhante do início ao fim, Os Oito Odiados (The Hateful Eight, 2015) marca o brilhante retorno de Quentin Tarantino ao universo western.

Eram, até o fim de 2015, sete filmes: Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill, À Prova de Morte, Bastardos Inglórios, Django Livre. Uma filmografia perfeita, pertencente a um dos maiores cineastas de todo o mundo, Quentin Tarantino, principal divulgador do movimento pós-modernista no cinema
  E quando todos pensavam que não havia como superar seus sucessos anteriores, o diretor tirou de sua manga seu oitavo filme, retornando para o universo western e à sua consagrada fórmula, com um roteiro recheado de diálogos, uma apresentação não-linear dos fatos, humor negro, referência a outros filmes e principalmente a criação de personagens extremamente importante para o filme (que praticamente carregam o filme por si só). O nome dessa obra prima é Os Oito Odiados, o melhor filme tarantinesco desde o altamente celebrado Pulp Fiction. 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Spotlight - Segredos Revelados

Spotlight - Segredos Revelados (Spotlight, 2015) apresenta um dos melhores temas do ano, em um dos filmes mais medianos da história.

  A Igreja Católica Apostólica Romana adquiriu, durante e depois da queda do Império Romano, um patamar gigante na história e na política ocidental (impactando inclusive países em que a maioria dos habitantes não são católicos). Atualmente ainda resiste como uma das principais religiões do mundo, e possui muita influência tanto cultural quanto política. Por isso, qualquer alfinetada, por menor que seja, no catolicismo é vista como uma transgressão. E essa transgressão ocorre em Spotlight, filme dirigido por Tom McCarthy (diretor da pérola Trocando os Pés, de 2014). Porém, o que em outras mãos poderia ser uma das maiores obras do cinema da década, acabou virando um filme medíocre ao extremo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Deadpool

Deadpool (2016) entrega o que seria um dos melhores filmes de super-herói (?) da história.


  Não há melhor frase para entender o que significa o filme Deadpool , dirigido por Tim Miller, do que a dita pelo próprio protagonista em seu trailer: Você provavelmente está pensando "Este é um filme de super-herói , mas aquele cara de unforme acabou de fazer aquele outro cara em uma porra de kebab" Surpresa, este é um tipo diferente de história de super-herói.
E realmente isso é o que torna o filme uma das obras cinematográficas baseadas em histórias em quadrinhos de heróis (OK, o próprio protagonista n gostaria dessa caracterização, mas continuaremos...) mais corajosas da história desse gênero recém-criado.

O Quarto de Jack

O Quarto de Jack (Room, 2015) consegue fazer analogias a Alegoria da Caverna com um tema muito mais palpável para a sociedade atual.

  A Alegoria da Caverna foi idealizada por Platão, ainda vários anos antes do nascimento de Cristo. Essa alegoria representava a história de um homem que nasce acorrentado no interior de uma caverna, junto a alguns companheiros, na mesma situação. Dentro dessa caverna, todos os acorrentados podem ver somente sombras de objetos, e começam a assimilar que aquelas sombras são todo o mundo real. Mas tudo muda quando um desses prisioneiros é libertado e consegue sair para o mundo real (que seria o nosso mundo). Mas essa experiência não a muito agradável em um primeiro momento: o sol incomoda os olhos, as pessoas são diferentes, o mundo é diferente do que acreditava. Mas, após acostumar-se com o que viu, retorna a sua antiga morada e conta aos seus antigos companheiros sobre o mundo real, o que faz com que sua morte ocorra pelas mãos de seus próprios companheiros. Isso e outras filosofias são completamente a base para O Quarto de Jack (Lenny Abrahamson), minha principal aposta para o Oscar 2016.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Creed - Nascido Para Lutar

Creed - Nascido Para Lutar (Creed, 2015) supera todas as expectativas e faz aquilo que Hollywood consegue fazer de melhor: emocionar.

  Confesso que meu primeiro contato com a ideia do filme Creed, dirigido por Ryaan Clooger, foi meio morna. Não conhecia ainda o filme Rocky: Um Lutador (John G. Avildsen, 1976) e, mesmo quando conheci, não consegui me conectar com a obra de 1976 (por alguns motivos que poderão ser revelados posteriormente). Enfim, sentei na sala de cinema esperando absolutamente nada, mas durante as mais de duas horas de filme, minha ideia mudou completamente.