A primeira temporada de Jessica Jones (Marvel's Jessica Jones, 2015) consegue trazer tudo que deu certo em Demolidor e mais: consegue ser a melhor série de todo o novo universo da Netflix.
Aposto que foi uma surpresa a quase todas as pessoas quando foram anunciadas as cinco séries do Universo Cinematográfico Marvel produzidas pela Netflix, com total liberdade para cada uma (talvez não seja uma liberdade total, mas, considerando todo o histórico do UCM, o que ocorreu com essas séries foi praticamente uma revolução), no longínquo ano de 2013. Dentro da leva de séries, escondida, estava uma personagem totalmente underground, criada por Brian Michael Bendis e Michael Gaydos: Jessica Jones.
Enfim, o meteoro da primeira temporada de Demolidor (2015) veio e conseguiu sacudir tudo o que estávamos acostumados no universo das séries de heróis, trazendo violência, escuridão e uma profundidade nada comum a quase todas as outras obras do gênero. E o consciente coletivo começou a pensar que não haveria como alguma outra série ultrapassar a qualidade da série do vigilante. Mas esse pensamento acabou no fim de 2015, com o lançamento de Jessica Jones, continuando a colaboração entre Netflix, Marvel Studios e ABC Studios.
Começaremos a pensar sobre a série pela característica mais básica e talvez mais implícita e importante (tecnicamente) de toda a série e (talvez) de toda a colaboração entre a Netflix e a Marvel Studios: a imagem, mais precisamente a utilização das cores. Talvez seja só uma coincidência, mas, principalmente depois de assistir a segunda temporada de Demolidor (mais tarde farei a crítica desta), comecei a pensar muito nessa característica. Jessica Jones possui uma paleta de cores totalmente própria, focada, principalmente, nas tonalidades de roxo, enquanto seu antecessor possui tonalidades extremamente mais focadas em tons de vermelho. Como já foi dito que em 2017 haverá o lançamento de Os Defensores, uma união de todas essas séries (também da Netflix em parceria com a Marvel e a ABC), talvez essa característica seja revisitada nessa união.
Começaremos a pensar sobre a série pela característica mais básica e talvez mais implícita e importante (tecnicamente) de toda a série e (talvez) de toda a colaboração entre a Netflix e a Marvel Studios: a imagem, mais precisamente a utilização das cores. Talvez seja só uma coincidência, mas, principalmente depois de assistir a segunda temporada de Demolidor (mais tarde farei a crítica desta), comecei a pensar muito nessa característica. Jessica Jones possui uma paleta de cores totalmente própria, focada, principalmente, nas tonalidades de roxo, enquanto seu antecessor possui tonalidades extremamente mais focadas em tons de vermelho. Como já foi dito que em 2017 haverá o lançamento de Os Defensores, uma união de todas essas séries (também da Netflix em parceria com a Marvel e a ABC), talvez essa característica seja revisitada nessa união.
Agora, já que consegui "matar" essa análise, posso prosseguir para outros aspectos da temporada, principalmente as atuações. Aliás, a série consegue trazer atuações ainda melhores que as vistas em sua predecessora, com destaque para David Tennant (antigo Doctor, da aclamada Doctor Who), no papel de Kilgrave. Realmente, seria preciso de uma atuação quase perfeita para conseguir trazer toda a complexidade do personagem, que vem completamente de seu poder: Kilgrave consegue fazer com que todas as pessoas sigam suas ordens, mesmo que de forma inconsciente. Essa característica faz não só com que o personagem seja quase indestrutível e complexo, como faz com que este seja o melhor vilão de todas as obras recentes de heróis.
Acompanhando a atuação de Tennant, temos a fabulosa atuação de Krysten Ritter (que havia estrelado, entre 2012 e 2013, a série Apartment 23), como a personagem que dá título à produção. Ritter consegue fazer um trabalho fantástico na pele de uma pessoa ainda mais complexa que Kilgrave, com um passado totalmente obscuro no início, e que vai sendo revelado aos poucos durante toda a trama. Nesse passado, percebemos que Jessica possui traumas gigantes, que a aterrorizam totalmente mesmo depois de anos dos eventos traumáticos ocorridos (que envolvem a figura do vilão principal, em sua maioria), o que faz com que hajam vários flashbacks em cenas muito bem dirigidas. Mas mesmo esses traumas não fazem com que Jones seja fraca, pelo contrário, graças a eles, a personagem consegue ficar cada vez mais forte.
A história segue um ritmo completamente fixante, com um ritmo extremamente bem trabalhado, e completamente diferente da sua antecessora. A violência, continua presente, porém menos explícita, sobrando espaço para o desenvolvimento das personagens. A classificação indicativa de 18 anos, porém, consegue fazer com que haja uma maior exploração nos aspectos sexuais da trama, visto que há vários momentos de sexo, todas completamente conectadas com a trama, diferente do que acontece em outras séries (alô, Game of Thrones).
Enfim, o que podemos aprender com essa primeira temporada é que a Netflix, em sua nova leva de séries de heróis, está seguindo por um caminho muito interessante, o que nos faz pensar sobre o que vem no futuro. Tomara que as produções continuem nesse nível de qualidade.
NOTAS:
TÉCNICA: 1,0
PERSONAGENS: 1,0
HISTÓRIA: 1,0
DIREÇÃO: 1,0
ATUAÇÃO: 1,0
NOTA GERAL: 5,0 (NOTA MÁXIMA)
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