quarta-feira, 30 de março de 2016

Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

Zootopia: Essa Cidade é o Bicho (Zootopia, 2016): uma ótima metáfora sobre a sociedade contemporânea.

  Já não é surpresa ou novidade dizer que um filme da Disney é bom. Desde o lançamento de A Princesa e o Sapo, em 2009, todos os filmes cânones da produtora de animação estão sendo produzidos com níveis (tanto técnicos quanto artísticos) totalmente altos. Para ter ideia de como está essa nova fase da Disney, em 2013, houve o lançamento de Frozen: Uma Aventura Congelante, que venceu o Oscar de Melhor Filme de Animação, enquanto em 2014, a mesma produtora lançou Operação Big Hero, que conseguiu o mesmo feito do seu antecessor nos Prêmios da Academia, em 2015.
  2015, aliás, foi um ano de recesso para a gigante das animações, visto que a empresa focou todas as suas forças no lançamento de dois dos melhores filmes do ano, sob outros selos: Star Wars: O Despertar da Força (lançado sob o selo da LucasFilm) e Divertida Mente (da Pixar, que faz parte do conglomerado da Disney). Ficamos, portanto, um ano sem sucessos da empresa de Walt. Mas a espera valeu a pena, visto que, no começo desse ano de 2016, houve o lançamento de Zootopia: Essa Cidade é o Bicho, um filme com as melhores metáforas para nossa sociedade atual já feitas.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice, 2016): um filme confuso.

  Um dos maiores feitos da Disney nos últimos anos foi, com certeza, foi a criação de uma nova explosão do entretenimento: com o sucesso de Os Vingadores (Marvel's The Avengers), no longínquo ano de 2012, que conseguiu estabelecer de vez o universo cinematográfico inspirado nos quadrinhos da Marvel Comics, houve o início de uma onda gigante de universos compartilhados, inclusive dentro da própria Disney, com a franquia Star Wars.
  Logo, em pouco tempo, a DC Comics, que, diferente da Marvel, possui todos os seus personagens sob o mesmo selo (são todos propriedade da Warner Brothers), começou a fazer seus próprios planos para estabelecer seu próprio universo compartilhado entre seus filmes. Em 2013, foi lançado O Homem de Aço, filme que iniciaria tudo o que estava planejado. Mesmo sem atingir um grande sucesso crítico e comercial, a Warner, querendo a todo custo conseguir o que a concorrente havia conseguido, apressou os planos e lançou, recentemente, em 2016, sua nova aposta: Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Cinco Graças

Cinco Graças (Mustang, 2015) é um dos filmes com mais alma de 2015, o melhor filme estrangeiro do Oscar 2016.

  Eram cinco indicados para o prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira no Oscar de 2016, cada um com seu clima próprio. Entre estes cinco, estavam Theeb, um filme jordaniense, O Abraço da Serpente, um filme colombiano e Guerra, um filme dinamarquês. Porém, dois filmes se sobressaíram na minha humilde opinião: Filho de Saul, o grande vencedor do prêmio na noite de 28 de fevereiro, um filme húngaro, e o filme que deveria vencer, o filme indicado pela França (país do maior festival internacional de cinema do mundo), Cinco Graças (no original, Mustang).
  Desde o início de sua produção, o filme é extremamente importante, visto que a diretora, Deniz Gamze Ergüven, havia sido desacreditada antes mesmo da ideia de escrever o roteiro para a obra, simplesmente por ser uma mulher. Bom, mas parece que Mustang conseguiu fazer a mesa virar, não é mesmo?

terça-feira, 22 de março de 2016

Deus da Carnificina

Contido ao extremo, Deus da Carnificina (Carnage, 2011) pode ser um dos melhores filmes de Roman Polanski.

  Um dos temas mais recorrentes, não só no cinema como também em várias outras mídias, é o comportamento do ser humano em situações estressantes, que acabam revelando um lado violento de todas as pessoas, um comportamento totalmente contrário às convenções sociais, um comportamento praticamente animal. Alguns bons exemplos são vários clássicos do cinema, desde o controverso Laranja Mecânica, de 1971, até o recente argentino Relatos Selvagens, de 2014. 
  Uma característica muito comum a quase todas estas obras é a presença da comédia, oferecendo sempre um humor negro da melhor categoria, mas que acaba nos afastando dos personagens, que se revelam, na grande maioria das vezes, totalmente unidimensionais e sem complexidade nenhuma.  Mas felizmente não podemos dizer isso de Deus da Carnificina, filme de Roman Polanski lançado em 2011. Construindo personagens totalmente críveis e com um ritmo quase perfeito, o filme pode se provar uma das melhores obras do diretor.

segunda-feira, 21 de março de 2016

SÉRIE: Demolidor (Temporada 2)



Mesmo sem conseguir alcançar o patamar de sua temporada antecessora, a segunda temporada de Demolidor (Marvel's Daredevil, 2016) atinge um bom patamar.

  Há quase um ano atrás, fomos todos surpreendidos com o lançamento da primeira temporada da primeira série lançada pela Netflix em parceria com a Marvel Studios e a ABC Studios. Essa série era Demolidor, que conseguiu trazer uma maturidade que ainda não havia sido presenciada no universo das obras baseadas em quadrinhos da Marvel Comics. Alguns meses depois, com o lançamento de Jessica Jones, produzida no mesmo universo e com qualidade, segundo muitas pessoas, ainda superior à sua antecessora, as expectativas ficaram extremamente altas para a continuação de ambas as séries.
  Como se já não fosse bastante, ainda foram anunciadas duas novas aparições para a segunda temporada da série do vigilante cego: o Justiceiro e Elektra se integrariam na trama, fato que aumentou ainda mais todas as expectativas em cima da nova safra de episódios. O dia finalmente chegou e, em 18 de março de 2016, foram disponibilizados todos os episódios da temporada, trazendo questionamentos sobre o futuro de todo o novo universo criado pela junção do Universo Marvel Cinematográfico e a gigante Netflix.

SÉRIE: Jessica Jones (Temporada 1)



A primeira temporada de Jessica Jones (Marvel's Jessica Jones, 2015) consegue trazer tudo que deu certo em Demolidor e mais: consegue ser a melhor série de todo o novo universo da Netflix.

  Aposto que foi uma surpresa a quase todas as pessoas quando foram anunciadas as cinco séries do Universo Cinematográfico Marvel produzidas pela Netflix, com total liberdade para cada uma (talvez não seja uma liberdade total, mas, considerando todo o histórico do UCM, o que ocorreu com essas séries foi praticamente uma revolução), no longínquo ano de 2013. Dentro da leva de séries, escondida, estava uma personagem totalmente underground, criada por Brian Michael Bendis e Michael Gaydos: Jessica Jones.
  Enfim, o meteoro da primeira temporada de Demolidor (2015) veio e conseguiu sacudir tudo o que estávamos acostumados no universo das séries de heróis, trazendo violência, escuridão e uma profundidade nada comum a quase todas as outras obras do gênero. E o consciente coletivo começou a pensar que não haveria como alguma outra série ultrapassar a qualidade da série do vigilante. Mas esse pensamento acabou no fim de 2015, com o lançamento de Jessica Jones, continuando a colaboração entre Netflix, Marvel Studios e ABC Studios.

domingo, 20 de março de 2016

TRASHERA! A Hora do Pesadelo 2: A Vingança de Freddy

Se você não sabe se quer rir ou ter medo, A Hora do Pesadelo 2 (A Nightmare on Elm Street 2: Freddy's Revenge, 1985) é o melhor para você!!!

  Chega aí, chega aí, chega aí! Hoje a gente vai falar daquele que pode ser a melhor pior sequência de um filme de terror! 
  Depois do sucesso de A Hora do Pesadelo em 1984, trocaram Wes Craven por Jack Sholder! Acha que pode? Se for dar dinheiro, mas é  mais que lógico que pode!
  Mas não dá pra falar que ficou a pior obra de todo o cinema... Não é que o tal de Sholder conseguiu ser bom na missão? 
  Digo, não deu pra ficar nem nos pés do filme original, mas é, na medida do possível, muito bom! 
  Tudo bem que talvez essa tal qualidade não foi alcançada exatamente pelos motivos que os produtores queriam, mas mesmo assim, o filme é muito bom mesmo!
  Enfim, vamos parar com toda essa ladainha e vamos falar dessa obra-prima do cinema de horror trash!

SÉRIE: Demolidor (Temporada 1)

Trazendo um clima totalmente diferente das outras séries de herói, a primeira temporada de Demolidor (Marvel's Daredevil, 2015) consegue ser um marco na história do gênero.

  Tudo começou na década de 1960, mais precisamente em abril de 1964, quando um grupo de jovens quadrinistas, formado por Stan Lee, Bill Everett e Jack Kirby, apresentou um herói no mínimo diferente dos outros. Nascia, assim, o Daredevil (no Brasil e em Portugal, chamado de Demolidor), um dos personagens mais icônicos da Marvel Studios. 
  Porém, o personagem permaneceu totalmente relegado a papéis secundários por quase vinte anos, até que, na década de 1980, um novo jovem quadrinista assumiu as histórias do herói: Mark Miller. Trazendo um título extremamente mais sombrio ao público, o artista conseguiu fazer com que todo a título renascesse das sombras, conseguindo uma grande liberdade para produzir suas histórias. 
  E é exatamente baseada nos conceitos de Miller que a série Daredevil, produzida pela Netflix em parceria com a Marvel Studios e a ABC Studios, consegue se tornar uma singularidade atual.

terça-feira, 15 de março de 2016

A Bruxa

A Bruxa (The VVitch: A New England Folktale, 2016) traz um filme de terror completamente diferente dos padrões, inclusive com várias críticas.

  Quando se pensa em filmes de terror, principalmente nos dias atuais, já vem à cabeça vários clichês. Entre eles, o que mais se sobressai é a ideia de que "um filme de terror bom tem que dar vários sustos". Mas essa ideia acaba contrariando até mesmo os maiores clássicos do gênero, de Drácula (1931) a O Iluminado (1980), que refutam essa ideia e entregam mais que somente sustos jogados na tela. Até mesmo algumas obras que possuem essa característica conseguem ser muito boas, como o recente Invocação do Mal, de 2013.
  Mesmo sabendo dessa ideia do público geral, fui assistir ao filme A Bruxa, do diretor Robert Edgers, no dia da estreia de um cinema da minha cidade. Por fontes de amigos, sabia que a obra se diferenciava dos padrões do gênero, e já estava esperando um filme sem sustos. Porém, a reação do público do cinema foi a pior possível, tanto pela inovação da película quanto pelas críticas contidas nela.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Mortdecai - A Arte da Trapaça

Mortdecai - A Arte da Trapaça (Mortdecai, 2015): uma obra confusa, com um dos visuais mais bonitos de 2015.

  Wes Anderson é, com certeza, um dos maiores diretores do século XXI, capaz de se transformar praticamente em uma marca, principalmente no visual. E não é a toa, visto que o diretor de O Grande Hotel Budapeste, um dos maiores sucessos da crítica em 2014, consegue trazer várias características únicas na imagem de sua obra, como a utilização de paletas de cores diferentes do usual. E logicamente, com o sucesso de seus filmes, começou uma onda de vários "clones", ou seja, películas com o mesmo tipo de imagem, como Submarino, de 2010.
  E um dos filmes que utilizou várias das técnicas da imagem de Anderson foi o recente Mortdecai - A Arte da Trapaça. Dirigida por David Koepp, a obra traz vários pontos positivos (como a atuação de Johnny Depp, altamente inspirado) e negativos (que serão descritos mais tarde nessa resenha). Indicado a vários Framboesas de Ouro (inclusive de pior ator para Depp), talvez Mortdecai seja um dos filmes mais subestimados de 2015.