segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Saindo em defesa às sagas finais de Naruto

Vou defender as últimas sagas de Naruto. Mas não, não vou defender a volta da Kaguya. Nem outras coisas.

  Já falei de Naruto aqui nesse blog, mais precisamente, no texto Naruto e suas várias camadas de aproveitamento, postado há alguns dias. Nesse texto, afirmei que já tinha pensado em diversos textos sobre a série de Masashi Kishimoto e, de fato, já pensei. Um dos primeiros, que planejei antes mesmo do supra-citado, é a mini divagação que você está prestes a ler.
  A obra do ninja laranja demorou mais de quinze anos para, finalmente, ser finalizada em 2014, fato que já nos leva à informação de que diversas sagas ocorreram durante todo o percorrer da história (pra ser exato, foram escritas, só para o mangá, dezenove sagas), culminando em um final que focou quase que exclusivamente na chamada Quarta Guerra Mundial Shinobi. No entanto, foi exatamente esse final (composto pelas sagas Quarta Guerra Mundial Shinobi: Contagem Regressiva, Quarta Guerra Mundial Shinobi: Confronto, Quarta Guerra Mundial Shinobi: Clímax, O Nascimento do Jinchuriki do Dez Caudas e O Ataque de Kaguya Ootsutsuki) que foi mais odiado pelos fãs e críticos de Naruto. Mas eu não concordo com todo esse ódio.

domingo, 7 de janeiro de 2018

O que faz uma série se diferenciar de um filme?

Ambos podem ser encarados como parte da sétima arte (o audiovisual), mas quais são as características que os diferem?

  Apesar de usarmos a palavra "cinema", podemos considerar que o livro "Manifesto das Sete Artes" define como "sétima arte" a produção audiovisual, que seria uma mescla de todas as artes anteriores. Logicamente, a palavra "televisão"ou o termo "série" (com o sentido que nós acostumamos a usar) não aparece na definição, visto que o a obra de Ricciotto Canudo foi publicada em 1923 (e escrita em 1912), e a televisão só começou a ser amplamente conhecida em 1935, na Alemanha. Porém, o conceito que entendemos hoje em dia como "série" já era presente na era da publicação, com exemplos bem-sucedidos de pequenos filmes que juntos completavam uma história, como Fantomas, de Louis Feuillade, que, em 1913, já apresentava cinco episódios de duração variada em diversos cinemas da França. 
  Um fato é inegável, séries são muito diferentes de filmes (apesar de pertencerem ao mesmo universo artístico). Mas o que faz com que essa diferença seja tão grande?

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Redes Sociais Culturais

Sites como Filmow, Skoob e até mesmo o Youtube se mostram cada dia mais ótimos locais para passar um tempo na internet.

  A internet já faz parte de nossas vidas de um jeito assustador (pelo menos das pessoas que estão lendo isso, pois apenas um pouco mais da metade da população brasileira utiliza a internet). Esses dias mesmo a queda na velocidade de conexão de casa já me fez quase surtar (só a queda da velocidade). As redes sociais, então, muito mais. Tente você passar uma semana, ou até mesmo três dias, sem entrar por um segundo sequer no Facebook, no Whatsapp, no Twitter e no Instagram. Imagino que algumas pessoas até consigam pensar que se sairiam muito bem nessa empreitada, mas ao fim do primeiro dia estariam arrancando os cabelos (eu já fui um desses). Algumas até conseguirão, porém a grande maioria dos leitores desse texto está altamente viciado nas redes sociais.
  Mas, mesmo nesse mar de informação chamado internet, a cultura ainda arranja seus espaços para proliferar-se, e atrair cada dia ainda mais público e interesse das novas gerações, através de sites como Filmow, Skoob, Polyvore e até mesmo o famoso Youtube

Naruto e suas várias camadas de aproveitamento

Naruto (2002~2007) e Naruto Shippuden (2007~2017) se tornaram atualmente mais do que simples animes.

Resultado de imagem para naruto poster season 1  Naruto foi uma série de mangás produzidos por Masashi Kishimoto, de setembro de 1999 a novembro de 2014. Dos mangás, foram derivadas dois animes (Naruto, de 2002 a 2007, e Naruto Shippuden, de 2007 a 2017), dois spin-offs (Rock Lee no Seishun Full Power Ninden, em 2010, que também foi animado, em 2012, e Uchiha Sasuke no Sharingan-den, em 2014), onze filmes, cinquenta e quatro games, sessenta e quatro romances, vinte e dois álbuns e vinte e um livros de apoio, além de uma série de outros produtos licenciados e duas continuações, Naruto Gaiden: O Sétimo Hokage e a Lua que Floresce Vermelha, em 2015 e Boruto: Naruto Next Generations, em 2016, e ambas estão sendo adaptadas no anime Boruto: Naruto Next Generations, que estreou em 2017.
Provavelmente, tais números podem demonstrar a importância que a obra teve na cultura popular mundial.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Procurando Dory

Procurando Dory (Finding Dory, 2016): é bom, mas não parece ser Pixar.

  Um dos fatos inegáveis na indústria do cinema norte-americano é que uma empresa se sobressai quando o quesito é animação. Criada como uma divisão da Lucasfilm, comprada por Steve Jobs em 1986 e pela Walt Disney em 2006, essa empresa é a Pixar Animation Studios, que até hoje produziu, em conjunto com a própria Disney, dezessete filmes, sendo que oito foram vencedores do prêmio de melhor animação nos prêmios da Academia (Procurando Nemo, venceu em 2004; Os Incríveis, em 2005; Rattatouile, em 2008; Wall-E, em 2009; Up - Altas Aventuras, em 2010; Toy Story 3, em 2011; Valente, em 2013 e o mais recente Divertida Mente, em 2016).
  Apesar de ser uma das melhores empresas de animação mundiais, uma das maiores características da Pixar foi a dependência financeira das continuações (como Carros 2, lançado em 2011 e Universidade Monstros, lançado em 2013), que se tornam necessárias para que as novas (e inusitadas) idéias das mentes "pixarianas" possam ser produzidas. O problema é que muitas vezes essas continuações não atingem 10% da qualidade das obras "originais", e é isso que acontece com Procurando Dory (Finding Dory, 2016).

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Angry Birds: O Filme

Surpreendente, Angry Birds: O Filme (The Angry Birds Movie, 2016), é um filme super divertido.

  O jogo para portáteis Angry Birds foi desenvolvido pela empresa Rovio Entertainment, no final de 2009, sendo lançado pela primeira vez para o sistema iOS, da Apple e, logo após, para outros sistemas portáteis, como Android e Windows Phone. Desde seu lançamento, o jogo já teve onze continuações (entre elas parcerias com grande filmes de sucesso, como Star Wars, Transformers e Rio) e uma sequência direta (Angry Birds 2, lançado em 2015), além de três spin-offs. A série de jogos também deu vida a uma série de vídeos lançados pelo Youtube da produtora e duas séries de TV.
  Porém, o produto mais arriscado de todo o licenciamento da marca seria um longa metragem, produzido pela própria Rovio e pela Sony Pictures: Angry Birds: O Filme, que já nasceu com uma baixa expectativa por parte do público e da própria crítica. Porém, apesar de não ser uma obra prima da animação nos cinemas, o filme acaba se revelando ser muito divertido, no sentido mais puro da palavra.

sábado, 14 de maio de 2016

Ave, César!

Apesar de um pouco atrapalhada em alguns aspectos, Ave, César! (Hail, Caesar!, 2016) é uma ótima comédia do metacinema.

  Os irmãos Joel e Ethan Coen estrearam nos cinemas com Gosto de Sangue, em 1984, atraindo olhares e vários comentários positivos da crítica internacional. Além filhos de uma historiadora e um economista, ambos possuíram formação nas ciências humanas: Ethan se graduou em Filosofia pela Universidade de Princeton, enquanto Joel participou de um programa de cinema na Universidade de Nova York. 
  Após alguns pequenos sucessos que sucederam seu primeiro filme, os irmãos retornaram à grande cena do cinema mundial com o lançamento de Barton Fink - Delírios de Hollywood, em 1991, que venceu a Palma de Ouro do ano. Logo após, foi lançado Na Roda da Fortuna, escrito em conjunto com Sam Raimi (de clássicos trash como Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio, de 1981), que foi quase esquecido pela crítica, em grande parte pelo próximo filme dos irmãos, Fargo, de 1996, que atingiu um grande sucesso comercial e de crítica.
  Seguindo o lançamento de Fargo, outro sucesso deu as caras pelas mãos dos Coen, O Grande Lebowski, em 1998. Após, Joel e Ethan deram início ao que seria chamado da "Trilogia do Idiota", com E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?, em 2000, que possui como "continuação" Queime Depois de Ler, de 2008. Entre os dois filmes, os irmãos ainda ganharam quatro Óscar pelo sucesso de 2007, Onde os Fracos não Tem Vez. Alguns anos (e vários filmes) depois, os Coen finalmente terminaram a triologia que se iniciara em 2000, com Ave, César! (Hail, Caesar!), em 2016.