quinta-feira, 28 de abril de 2016

Capitão América: Guerra Civil

Superando seus antecessores, Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, 2016) é um dos melhores filmes da Marvel

  Muito frenesi acompanhou toda a produção e o marketing de Vingadores: Era de Ulltron até seu lançamento em maio de 2015. Porém, as expectativas não foram muito bem "pagas" pela película, que acabou desapontando muitas pessoas que acreditavam que talvez a produção conseguia ultrapassar o sucesso de seu antecessor de 2012 (mesmo se tornando a atual sétima maior bilheteria de toda a história do cinema). 
  Além disso, no mesmo ano do laçamento da segunda reunião dos heróis da Marvel, foi lançado Homem Formiga, que, apesar de não ter sido um filme ruim, passou praticamente despercebido pelo público em geral. Portanto, 2015 acabou com a sensação de que a Marvel deixou algo incompleto para seus maiores públicos. Tal sensação teve seu fim com o recente lançamento de Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, 2016), que acabou cumprindo todas as expectativas formadas pelo público desde o lançamento da primeira arte conceitual da produção.
  Boa parte do motivo de o frenesi não ter sido em vão foi a direção, compartilhada por Joe e Anthony Russo, que já haviam visitado o Universo Cinematográfico Marvel no aclamado Capitão América 2: O Soldado Invernal. Joe e Anthony desenvolvem uma direção ainda melhor do que a entregada pelos mesmos no filme antecessor do herói patriota, com cenas de ação extremamente bem dirigidas e com um ritmo impecável (destaque para a grande cena da batalha entre as duas equipes principais da película). 
  Além disso, a edição e a condução de toda a trama é também muito bem feita, não causando a sensação de que o filme é arrastado em nenhuma de suas partes. Vale a pena também falar que o clima da obra é (acho que estou falando muito isso) muito bem trabalhado, alternando entre cenas extremamente divertidas, momentos de ação estarrecedoras e partes com algo que parece ser um clima sombrio (no final, o clima é extremamente marveliano).
  Ainda sobre a direção, podemos observar um ótimo trabalho dos atores, tanto dos veteranos da Marvel e protagonistas Robert Downey Jr. (que iniciou sua aventura pelo UCM com Homem de Ferro, em 2008) e Chris Evans (que apareceu pela primeira vez na pele de seu personagem no não tão aclamado Capitão América: O Primeiro Vingador, de 2011), quanto dos praticamente novatos no universo Anthony Mackie (do aclamado Guerra ao Terror, de 2008) e Elizabeth Olsen (da refilmagem de Godzilla, em 2014). 
  Porém, as principais surpresas nas atuações são as estreias, começando pela de Chadwick Boseman (o James Brown, de 2014), que nos apresenta uma das melhores atuações de todo o UCM, altamente dramática e com toda a complexidade que o personagem precisava. Por fim, o filme traz a estreia do (provável) maior herói de toda a história da editora de Stan Lee, interpretado pelo novato Tom Holland (que estreou em O Impossível, em 2012), que, apesar de apresentar um trabalho simples, é bom condizente no papel.
  Falando de simplicidade, apesar de a história propor uma trama com uma complexidade não tão comum aos filmes da produtora, o roteiro, assinado por Christopher Markus e Stephen McFeely (que já roteirizaram os dois outros filmes do Capitão), possui uma leveza muito boa em diversas partes, com piadas cheias de carisma e muito bem encaixadas na trama, que acabam inclusive definindo diversos personagens (que, aliás, são muito bem construídos).
  Para terminar (pois acho que essa análise já está muito longa), vou falar da imagem e do som da película, iniciando pela primeira, principalmente com o trabalho dos efeitos visuais, que são muito bons e bem construídos, assim como a fotografia de Trent Opaloch (Distrito 9, 2009). Quanto ao som, a mixagem não possui muitas falhas, assim como a trilha sonora de Henry Jackman, que encaixa perfeitamente com as cenas, inclusive prestando algumas homenagens ao sucesso de 2012 da Marvel.
  Se eu pudesse resumir com palavras mais coloquiais, gostaria de falar que Capitão América: Guerra Civil chegou para abrir o verão norte-americano "com um pé no peito", conseguindo "calar a boca de todo mundo". Por favor, assistam.

NOTAS:
DIREÇÃO: 1,0
CONDUÇÃO: 0,5
INOVAÇÃO: 0,2
HISTÓRIA: 1,9
IMAGEM: 0,5
SOM: 0,5

NOTA GERAL: 4,6

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