sábado, 9 de abril de 2016

SÉRIE: Unbreakable Kimmy Schmidt (Temporada 1)

Sem muitas pretensões, a primeira temporada de Unbreakable Kimmy Schmidt (2015) se revela uma ótima aposta da Netflix

  A primeira vez que vi a atriz Ellie Kemper foi na versão americana de The Office e, por algum motivo, marquei o rosto da atriz para sempre em minha mente (acho que isso aconteceu com todos os atores da série). Alguns meses depois de assistir a última temporada da produção, assisti ao filme Sex Tape: Perdidos na Nuvem, em 2014, e dentre todas as atuações a que mais me chamou a atenção foi a da atriz supra-citada.
  Eis que, em 2015, a Netflix produz mais uma série, dessa vez criando uma comédia totalmente focada no formato sitcom. No início, não fiquei muito interessado na nova produção de uma das maiores produtoras de conteúdo da atualidade. Porém, me interessei muito quando vi quem seria a atriz principal da obra (que você, leitor, já deve saber quem é), e quem eram os criadores, Tina Fey e Robert Carlock, produtores executivos de 30 Rock. No fim, acabei assistindo a primeira temporada em menos de um dia. A série era Unbreakable Kimmy Schmidt. Valeu a pena.

  A premissa da série acabou se revelando uma das melhores coisas da série, e o que mais me ajudou a realizar a maratona da primeira temporada em tão pouco tempo (a duração dos episódios, menos de meia hora, talvez tenha me ajudado também). Em suma, acompanhamos, durante toda a trama, a vida de Kimmy Schmidt (interpretada pela atriz que deu início à minha crítica), uma mulher que, desde os quinze anos, estava trancada em um abrigo junto com outras três mulheres por um líder de uma seita, sob o contexto de que o juízo final haveria ocorrido. Após quinze anos presas, as quatro são libertadas, e voltam para o "mundo real". Após perceber o tempo que havia perdido, Kimmy acaba não voltando para sua cidade natal, no interior dos EUA, decidindo que tentaria recomeçar sua vida em Nova York.
  Com essa premissa, a série acaba criando várias situações extremamente criativas, visto que a personagem principal não está adaptada a viver nos dias atuais, tendo vários choques de realidade em cenas hilárias. Além disso, Kimmy tem que se adaptar também a viver em uma grande cidade, morando em um apartamento junto com Titus Andromedon, um homem de meia idade, negro e gay, que aspira se tornar uma grande estrela da Broadway. A convivência dos dois também acaba criando inúmeras situações hilárias.
  E não é ao acaso, visto que as atuações de todos os atores são fora do comum. Não preciso falar muito de Kemper, já que dediquei toda a abertura do texto a ela e sua atuação é muito boa, mas o destaque das atuações com certeza é Tituss Burgess (que já havia aparecido em 30 Rock), no papel do amigo de Kimmy. Burgess consegue realizar uma interpretação que, apesar de ser extremamente caricata, se encaixa perfeitamente em todo o clima da série, provocando várias crises de riso em qualquer pessoa que assistir (para mim, o ponto alto é a performance da música Peeno Noir, no sexto episódio da temporada). Além disso, vale a pena destacar o trabalho de Jane Krakowski (que também já havia aparecido em 30 Rock), no papel de Jacqueline White.
  Porém, nem tudo é maravilhoso e perfeito na temporada, sendo que minha principal reclamação é a falta de profundidade da maioria das personagens. Mesmo com a proposta de realizar um humor nonsense durante a série, muitos personagens são extremamente unidimensionais, se transformando somente em caricaturas. Apesar disso, essa falta de profundidade não chega a atrapalhar demais a experiência, e espero que isso seja melhorado na segunda temporada.
  Para fechar, queria falar sobre os quesitos técnicos dessa temporada. Quanto à imagem, esta é perfeita, com o design de produção utilizando várias cores extremamente alegres e adequadas a todo o clima da série e uma fotografia que daria inveja a muitos filmes de alto escalão. O som fica um pouquinho atrás, visto que, em algumas cenas determinadas, não podemos ver um trabalho de mixagem muito bom, mas nada que atrapalhe quem está entretido na trama. Por fim, não há palavra melhor para descrever a  trilha sonora além de "excelente" (destaque para uma das melhores músicas de abertura que eu já presenciei em séries).
  Ou seja, apesar de algumas minúsculas falhas, a Netflix deu um grande passo para a perfeição em suas obras cômicas com Unbreakable Kimmy Schmidt. Se você ainda não assistiu, os episódios são bem curtinhos, então vale a pena. Corra e assista agora!

NOTAS:
HISTÓRIA: 1,0
PERSONAGENS: 0,7
ATUAÇÃO: 1,0
DIREÇÃO: 1,0
TÉCNICA: 0,9

NOTA GERAL: 4,6

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