Já é de conhecimento mundial que o cinema asiático sempre foi desvalorizado pelo ocidente, assim como toda a cultura do continente. Eis que, em meados da década de 1960, nasce um menino em uma pequena cidade no Tennessee, com o nome de Quentin Jerome Tarantino. Logo, essa criança se torna um dos maiores cinéfilos do mundo, descobrindo, em um mar de filmes, as obras asiáticas, entre elas, as películas de artes marciais.
Acontece que esse menino, também fã do cinema europeu e americano, cresceu, aprendeu a dirigir e escrever roteiros, e decidiu homenagear essas obras em um filme, que misturasse tanto o cinema europeu, quanto o asiático. Nasceria, da mente desse diretor, Kill Bill.
Falarei agora do som, e, especificamente, da trilha sonora. A trilha sonora do filme (em especial do primeiro volume) é, com certeza, a melhor trilha dos filmes de Tarantino, especialmente por esta ser inteiramente eclética (com músicas originais performadas pela banda The RZA). Porém, assim como em todos os outros filmes do diretor, todas as músicas se encaixam perfeitamente com as cenas. Assim como a trilha sonora, toda a mixagem de som é extremamente bem trabalhada, praticamente sem defeitos, assim como os efeitos sonoros.
Finalmente, a história. O argumento do filme é extremamente simples: uma mulher, após ser quase morta por um criminoso e seu grupo de assassinos, busca vingança atrás de seus algozes. Porém, o roteiro é extremamente bem trabalhado, como todos os outros de Tarantino (que além de dirigir também roteirizou a película), possuindo referências a diversos outros filmes, de Truffaut a Bruce Lee, passando até por Sergio Leone. Além disso, destaca-se também a qualidade dos diálogos, comum a todos os filmes do diretor. Porém, a falta de profundidade em algumas personagens consegue retirar uns (poucos) pontos da obra.
Falarei dos dois volumes de uma só vez, iniciando pela imagem. O trabalho de Robert Richardson é muito bem trabalhada, falhando em apenas poucos pontos, que não comprometem em muito a película. Além disso, a movimentação das câmeras é muito bem trabalhada, praticamente sem falhas, especialmente em sequências sem cortes. Vale destacar as sequências em que as cores praticamente "somem", assim como aquelas em que somente são vistas as sombras das personagens.
Quanto à direção, Tarantino possui um bom trabalho, apesar de ser um dos piores (ou menos melhores) de sua filmografia. As cenas de ação são boas, apesar de possuírem algumas falhas (que são, em tese, propositais) e serem um pouco cansativas. Porém, esses dois defeitos são mascarados pela "loucura" do diretor, que utiliza recursos estilísticos pouco comuns (somente nas obras asiáticas), como o sangue totalmente estilizado (verdadeiras "fontes" de sangue) e a utilização de animes (na sequência em que o passado de O-Ren Ishii é mostrado).
A condução do filme é boa, apesar de ser um pouco atrapalhada pelas cenas de lutas, bastante cansativas e repetitivas (em especial no primeiro volume). Quanto à inovação, a principal característica inovadora foi a "mescla" feita por Tarantino do cinema de artes marciais com o cinema de arte europeu, principalmente ao homenagear Truffaut e seu A Noiva Estava de Preto (La Mariée Était En Noir, 1967).
No elenco, destaca-se, com certeza, o trabalho da musa de Quentin Tarantino (assim como o próprio jé declarou), Uma Thurman. A atriz, além de ter ajudado Tarantino a criar a personagem principal, consegue encarnar de forma excelente a vingativa Beatrix Kiddo. Vale ressaltar a figura de Gordon Liu como o mestre Pai Mei, em uma interpretação épica. No elenco, ainda surgem as figuras de (na ordem dos créditos do segundo volume:) Vivica A. Fox, Ambrosia Kelly, Michael Parks, James Parks, Jonathan Loughran, Michael Bowen, Sakichi Satô, Chiaki Kuryiama, Lucy Liu, Sonny Chiba, Julie Dreyfus, Bo Svenson, Chris Nelson, Samuel L. Jackson (na melhor participação especial dos filmes de Tarantino), Michael Madsen, Darryl Hannah, David Carradine e Perla Haney-Jardine.
DIREÇÃO: 0,8
CONDUÇÃO: 0,4
HISTÓRIA: 1,8
INOVAÇÃO: 0,5 (N.M.)
IMAGEM: 0,4
SOM: 0,5 (N.M.)
NOTA GERAL: 4,4
(MUITO BOM)
(Comente aí: Achou que tem alguma coisa errada? Ei! Não concorda com alguma coisa?)
Acontece que esse menino, também fã do cinema europeu e americano, cresceu, aprendeu a dirigir e escrever roteiros, e decidiu homenagear essas obras em um filme, que misturasse tanto o cinema europeu, quanto o asiático. Nasceria, da mente desse diretor, Kill Bill.
Falarei agora do som, e, especificamente, da trilha sonora. A trilha sonora do filme (em especial do primeiro volume) é, com certeza, a melhor trilha dos filmes de Tarantino, especialmente por esta ser inteiramente eclética (com músicas originais performadas pela banda The RZA). Porém, assim como em todos os outros filmes do diretor, todas as músicas se encaixam perfeitamente com as cenas. Assim como a trilha sonora, toda a mixagem de som é extremamente bem trabalhada, praticamente sem defeitos, assim como os efeitos sonoros.
Finalmente, a história. O argumento do filme é extremamente simples: uma mulher, após ser quase morta por um criminoso e seu grupo de assassinos, busca vingança atrás de seus algozes. Porém, o roteiro é extremamente bem trabalhado, como todos os outros de Tarantino (que além de dirigir também roteirizou a película), possuindo referências a diversos outros filmes, de Truffaut a Bruce Lee, passando até por Sergio Leone. Além disso, destaca-se também a qualidade dos diálogos, comum a todos os filmes do diretor. Porém, a falta de profundidade em algumas personagens consegue retirar uns (poucos) pontos da obra.
Falarei dos dois volumes de uma só vez, iniciando pela imagem. O trabalho de Robert Richardson é muito bem trabalhada, falhando em apenas poucos pontos, que não comprometem em muito a película. Além disso, a movimentação das câmeras é muito bem trabalhada, praticamente sem falhas, especialmente em sequências sem cortes. Vale destacar as sequências em que as cores praticamente "somem", assim como aquelas em que somente são vistas as sombras das personagens.
Quanto à direção, Tarantino possui um bom trabalho, apesar de ser um dos piores (ou menos melhores) de sua filmografia. As cenas de ação são boas, apesar de possuírem algumas falhas (que são, em tese, propositais) e serem um pouco cansativas. Porém, esses dois defeitos são mascarados pela "loucura" do diretor, que utiliza recursos estilísticos pouco comuns (somente nas obras asiáticas), como o sangue totalmente estilizado (verdadeiras "fontes" de sangue) e a utilização de animes (na sequência em que o passado de O-Ren Ishii é mostrado).
A condução do filme é boa, apesar de ser um pouco atrapalhada pelas cenas de lutas, bastante cansativas e repetitivas (em especial no primeiro volume). Quanto à inovação, a principal característica inovadora foi a "mescla" feita por Tarantino do cinema de artes marciais com o cinema de arte europeu, principalmente ao homenagear Truffaut e seu A Noiva Estava de Preto (La Mariée Était En Noir, 1967).
No elenco, destaca-se, com certeza, o trabalho da musa de Quentin Tarantino (assim como o próprio jé declarou), Uma Thurman. A atriz, além de ter ajudado Tarantino a criar a personagem principal, consegue encarnar de forma excelente a vingativa Beatrix Kiddo. Vale ressaltar a figura de Gordon Liu como o mestre Pai Mei, em uma interpretação épica. No elenco, ainda surgem as figuras de (na ordem dos créditos do segundo volume:) Vivica A. Fox, Ambrosia Kelly, Michael Parks, James Parks, Jonathan Loughran, Michael Bowen, Sakichi Satô, Chiaki Kuryiama, Lucy Liu, Sonny Chiba, Julie Dreyfus, Bo Svenson, Chris Nelson, Samuel L. Jackson (na melhor participação especial dos filmes de Tarantino), Michael Madsen, Darryl Hannah, David Carradine e Perla Haney-Jardine.
DIREÇÃO: 0,8
CONDUÇÃO: 0,4
HISTÓRIA: 1,8
INOVAÇÃO: 0,5 (N.M.)
IMAGEM: 0,4
SOM: 0,5 (N.M.)
NOTA GERAL: 4,4
(MUITO BOM)
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